Bernie Sanders declara apoio formal a Joe Biden

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Getty Images

Bernie Sanders, ex-concorrente à vaga democrata nas eleições presidenciais de novembro de 2020, declarou nessa segunda-feira (13) apoio formal ao agora provável candidato oficial do partido Joe Biden. “Precisamos nos unir para derrotar o presidente mais perigoso da história moderna”, tuitou o senador por Vermont, em referência ao atual mandatário, Donald Trump.

“Enquanto esta campanha se encerra, nosso movimento não. Por favor, fique nessa luta comigo”, tuitou no final da semana passada, já antecipando o pedido aos seus eleitores, especialmente os mais jovens, para que o acompanhem na decisão que tomou hoje.

Sanders desistiu de concorrer na quarta-feira (8). Agora, Biden está sozinho esperando a oficialização da vaga, o que só acontecerá na convenção do partido, que deve acontecer no final de agosto.

“Precisamos de você”

“Nós precisamos de você na Casa Branca”, disse Sanders. “Vou fazer o que puder para ver isso acontecer, Joe”, prometeu, em uma live da campanha de Biden.

“Hoje, eu peço a todos os americanos, peço a todos os democratas, eu peço a todos os independentes, eu peço a todos os republicanos, que entrem conosco na campanha por sua candidatura, que eu apoio”, salientou.

Pedra no caminho

Há, entretanto, uma pedra no caminho inesperada para a campanha democrata.

Nessa segunda, surgiu a acusação de abuso sexual contra Biden, feita por uma ex-funcionária do Capitólio, Tara Reade.

A informação foi divulgada pelo jornal The Washington Post. O caso aconteceu em 1993, segundo a vítima.

“Conforme o tempo passou, eu fui me sentindo mais forte e pude falar a verdade. Eu percebi que precisava fazer isso”, disse.

Ela fez uma acusação formal contra Biden para a polícia de Washington, alegando que recebeu ameaças após revelar sua história.

Ainda não se sabe o impacto que o escândalo pode ter na corrida presidencial.

Governadores contra Trump

O presidente norte-americano, Donald Trump, por enquanto, tem preocupações mais imediatas.

O país enfrenta números assustadores na pandemia do novo coronavírus. São quase 600 mil infectados e 23.640 mortos. Apenas 37 mil se recuperaram

Só em Nova York, são 195.655 casos confirmados, com 10.056 falecidos.

Trump espera que esses números parem de crescer, a partir das medidas restritivas de distanciamento social impostas, com contrapartidas financeiras a trabalhadores e empresas, de mais de US$ 2 trilhões.

Mas governadores do leste, liderados por Andrew Cuomo, de Nova York, acreditam que o “pior já passou”.

Assim, Cuomo, junto com os governadores de Nova Jersey, Connecticut, Pensilvânia, Delaware, Massachusetts e Rhode Island, passaram a elaborar um plano para que empresas, escolas e pessoas em geral possam voltar às atividades normais.

Os governadores da Califórnia, Oregon e Washington, os três na costa oeste, também já haviam se reunido para algo semelhante. Nove desses dez governadores são do Partido Democrata, o que indica uma pressão contra o republicano Donald Trump.

Bernie Sanders ainda não deu declarações sobre a matéria depois que desistiu da corrida, mas material de sua campanha falava sobre “medida necessária”, ao tratar do isolamento.

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