Bernie Sanders abandona corrida presidencial nos EUA

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução / Facebook Oficial de Bernie Sanders

O senador Bernie Sanders abandonou, nesta quarta-feira (8), a corrida presidencial para tentar a sucessão de Donald Trump nos Estados Unidos.

A confirmação oficial do pré-candidato dos Democratas saiu pouco depois de informações da CNN assegurarem que a decisão de suspender a campanha havia sido comunicada a todos de sua equipe por meio de uma conferência por telefone.

Em entrevista coletiva concedida há pouco, Sanders falou um pouco sobre sua decisão e o legado que deixou durante a campanha.

“Nossa campanha venceu as diferenças entre os estados vermelhos e azuis. Precisamos garantir sistema de saúde para todas as pessoas. Há pouco tempo, as pessoas consideravam minhas ideias radicais. Hoje, já são aplicadas em algumas cidades. Foi isso que conquistamos em nossa campanha. O futuro desse país está com nossas ideias”, resumiu.

A saída de Sanders da corrida abre caminho para a nomeação oficial de Joe Biden como rival de Donald Trump no próximo pleito para presidência dos Estados Unidos.

O ex-vice-presidente conseguiu uma importante vitória nas primárias da Carolina do Sul no fim de fevereiro e deu mostras de uma recuperação que, até então, parecia improvável.

Coronavírus

A suspensão das campanhas populares por conta do isolamento social em meio à pandemia de coronavírus também pesou para Sanders anunciar sua desistência da corrida presidencial nos Estados Unidos.

Sanders, que na campanha democrata de 2016 perdeu para Hillary Clinton, sofreu um ataque cardíaco em outubro de 2019. Regressou à campanha em dezembro, tendo arrastado as maiores multidões para os seus comícios.

O senador queria criar um sistema nacional de saúde no país, impor uma taxa sobre as grandes fortunas (acima dos 32 milhões de dólares) e anular as dívidas dos estudantes (1,6 bilhões de dólares, um número equiparável ao que a Reserva Federal Americana vai injetar nos mercados após o início da crise).

Biden, por sua vez, tem o apoio das minorias e, a partir de agora, contará também com o suporte de Sanders contra um “inimigo” em comum: Donald Trump.

“É o presidente mais perigoso da história moderna do nosso país e deve ser derrotado. Tragicamente, temos um presidente que é um mentiroso patológico e dirige um governo corrupto. Obviamente, não compreende a constituição dos EUA e pensa que é um presidente que está acima da lei”, disparou Sanders, quando ainda estava em campanha.


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