Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, tem US$ 50 bi de prejuízo por causa da Covid-19

Paulo Amaral
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Crédito: Berkshire Hathaway

O fundo Berkshire Hathaway, criado pelo magnata Warren Buffett, sofreu perdas aproximadas de US$ 50 bilhões desde que a pandemia de Covid-19 explodiu.

Informações divulgadas pela agência Reuters apontaram que as empresas da companhia estão “sofrendo” com a crise do coronavírus e que fecharam o primeiro trimestre com prejuízo bilionário.

O prejuízo líquido do primeiro trimestre de 2020 foi de US$ 49,75 bilhões. Um ano antes, no mesmo período, sem pandemia, o Berkshire Hathaway teve lucro líquido de US$ 21,66 bilhões.

Empresas “sofrendo”

De acordo com o comunicado, a maioria das mais de 90 empresas do fundo enfrentou efeitos negativos “relativamente pequenos a graves” do Covid-19.

Entre os exemplos citados estão a ferrovia BNSF, que viu os volumes de embarque caírem abruptamente, a Geico, que reservou dinheiro para os prêmios de seguro de carro que não espera arrecadar, e algumas empresas que cortaram salários e colocaram trabalhadores de folga.

Varejistas como a See’s Candies e a Nebraska Furniture Mart acusaram ainda mais o golpe da pandemia e optaram por fechar suas lojas, segundo a Reuters.

Ações

O Berkshire também apresentou um recorde de US$ 137,7 bilhões de participação em dinheiro, o que fez com que o magnata Warren Buffett comprasse US$ 1,7 bilhão de suas próprias ações.

Buffet adotou cautela em realizar novas aquisições ou comprar ações de outras companhias por conta do prejuízo apresentado no primeiro trimestre deste ano.

No início de março, época em que a pandemia ainda não estava no auge, o fundo anunciou a emissão de US$ 1 bilhão de euros em notes com resgate em 2025.

As notes foram emitidas em 12 de março e poderão ser resgatadas em 12 de março de 2025, informou um prospecto da empresa.

O fundo informou que pagará para cada note – no valor de mil Euros – a “taxa de juros aplicável” sem especificar, contudo, se a taxa é a dos Estados Unidos, atualmente entre 1% e 1,25% ao ano, ou da Zona do Euro, que está entre zero e negativa em -0,25% ao ano.

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