BDRs da Adobe (ADBE34) têm alta de 88% no ano

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

Dona também de softwares bastante conhecidos, Photoshop, Illustrator e InDesign, a Adobe é mais uma entre as gigantes de tecnologia que apresentaram resultados recordes durante a pandemia. Suas ações saltaram 43% do início do ano até dezembro.

No Brasil, os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) da Adobe, que espelham as ações listadas no exterior, avançaram 88%. Os BDRs da empresa americana são negociados na bolsa brasileira sob o código ADBE34.

Desempenho das ações da Adobe

As ações da Adobe foram de US$ 334,43, em janeiro, para US$ 478,78 em 2 de dezembro, uma alta de 43%.

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Comparativamente, em 1986, ano de estreia da empresa na Nasdaq, as ações eram negociadas a US$ 0,17.

Já os BDRs da Adobe foram de R$ 26,78 para R$ 50,43, com alta de 88%, como demonstrado nos gráficos abaixo.

Atualmente, a Adobe tem valor de mercado de US$ 224,97 bilhões.

 

Adobe Nasdaq

Reprodução/Google

Adobe BDR

Reprodução/Google

Os números da Adobe

A Adobe obteve receita trimestral recorde de US$ 3,23 bilhões em seu terceiro trimestre, o que representa um crescimento de 14% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O lucro diluído por ação foi de US$ 1,97, com crescimento de 22%.

A receita do segmento de mídia digital foi de US$ 2,34 bilhões, com alta de 19%. A receita de criação cresceu para US$ 1,96 bilhão, 19% a mais. E a receita de computação em nuvem foi de US$ 375 milhões, com crescimento de 22%.

“A Adobe apresentou o melhor terceiro trimestre de nossa história em um ambiente macroeconômico desafiador. O que demonstra a demanda global por nossas soluções inovadoras”, afirmou Shantanu Narayen, presidente e CEO da companhia.

“Estamos confiantes de que nossa liderança nas categorias de gestão criativa, de documentos e de experiência do cliente impulsionará o crescimento em 2020 e além”, complementou.

“A resiliência de nosso modelo de negócio recorrente e uma carteira forte estão gerando um crescimento sustentado de longo prazo”, complementou John Murphy, vice-presidente executivo e CFO da Adobe.

História da Adobe

Considerada uma empresa revolucionária na produção de conteúdo, na diagramação e na digitalização de documentos, a Adobe nasceu em 1982, na Califórnia, Estados Unidos.

Seus fundadores foram Charles Geschke e John Warnock, ambos profissionais que por anos trabalharam na Xerox, até terem a ideia de montar a própria empresa.

Primeiro, eles planejaram fundar um negócio de fotocópias. Depois, pensaram em oferecer impressões para escritórios. Até que, finalmente, decidiram se concentrar no que faziam de melhor: desenvolver softwares de impressão.

O começo da empresa aconteceu na garagem de Warnock. Um lago próximo deu nome ao negócio. E a esposa de Warnock fez o logo com o “A” estilizado que é usado pela Adobe até hoje.

O primeiro produto da empresa foi o Adobe PostScript. Ele foi o primeiro software de impressão que permitia imprimir páginas com texto, foto e diagramação.

Depois do PostScript viriam Illustrator, Photoshop e muitos outros programas amplamente usados por editores, artistas, designers etc. E todos lançados primeiramente para o Macintosh. Não por acaso, Steve Jobs, “pai” da Apple, tentou comprar, sem sucesso, a empresa.

O fato é que Geschke e Warnock revolucionaram, de fato, o mercado editorial, sendo bastante improvável que se navegue pela internet ou se leia um jornal, revista ou livro sem que softwares da Adobe estejam por trás do que se vê.

Outro grande feito da dupla foi a criação do PDF. O formato de arquivo permite que o mesmo documento seja visualizado em qualquer tela, independentemente do software, do hardware ou do sistema operacional usado para criá-lo. Graças ao PDF, os “escritórios sem papel” são possíveis hoje em dia.

Como investir na Adobe?

Desde 22 outubro, os BDRs da Adobe estão disponíveis na B3 para todo investidor. Até então, eles eram reservados apenas para investidores qualificados, ou seja, aqueles com mais de R$ 1 milhão em investimentos.

A grande vantagem para o investidor é que, ao adquirir um BDR, ele passa indiretamente a deter papéis da companhia com sede em outro país, sem que para isso tenha que realizar os trâmites de um investimento internacional.

O BDR funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

O que é preciso fazer para investir na Adobe?

Para adquirir BDRs da Adobe, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

  • Quer saber mais sobre como investir em BDRs ou outros ativos correlacionados ao mercado exterior? Preencha o formulário abaixo que um assessor da EQI Investimentosentrará em contato.