B3 (B3SA3) anuncia diminuição no lote mínimo de negociação de BDRs e ETFs

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Arte / EQI

A B3 (B3SA3) anunciou nesta quinta-feira (17) que vai reduzir os lotes padrões de BDRs e ETFs de renda variável a partir de 28 de setembro.

A mudança deve atrair investimentos de pessoas físicas, público que tem crescido na bolsa.

A alteração vai afetar a quantidade mínima de BDRs do tipo não patrocinado nível 1, ETFs de renda variável e opções sobre ETFs de renda variável, indo de 10 para 1 unidade. BDRs patrocinados nível 2 ou 3 também diminuem ao passar de 100 unidades para apenas uma.

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De acordo com Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes da B3, essa era uma das alterações aguardadas para o mercado de BDRs.

“Associada à constante revisão da paridade dos programas, [a alteração] cria melhores condições de acesso aos investidores pessoas físicas nas ações internacionais e, consequentemente, dos investidores institucionais. É mais um importante passo para impulsionar a liquidez e volumes do produto”, comentou.

As mudanças para BDR são relevantes para o momento que o mercado de capitais se encontra. Conforme o comunicado, a CVM ainda está para aprovar o regulamento e manual do emissor da B3 para disponibilizar o produto ao investidor pessoa física.

Liberação do BDR

A CVM mudou a regra de acesso aos BDRs para incluir o investidor pessoa física no início no dia 11 de agosto.

A nova regra entrou em vigor o primeiro dia de setembro, mas o produto só será disponibilizado após a validação da autarquia pela CVM.

“Sempre em parceria com a CVM e com o mercado trabalhamos de forma bastante cuidadosa para que todos esses passos fossem dados. Nossa expectativa é que no mês de outubro as pessoas físicas possam efetivamente investir em ações internacionais”, afirma Mario Palhares, diretor de Produtos Listados da B3.

Por fim, as alterações e novas regras dão espaço para o desenvolvimento do mercado de ETFs no Brasil. A CVM aprovou ETFs estrangeiros e títulos de dívida lastros dos BDRs.

De acordo com Paiva, “essas alterações são uma excelente oportunidade para ampliar as alternativas de investimentos no país e fortalecer, ainda mais, o mercado financeiro e de capitais brasileiro”.