BCE anuncia medidas para evitar nova recessão em zona do euro

Paulo Amaral
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O Banco Central Europeu (BCE) resolveu adotar novas medidas para evitar que os países da zona do euro entrem novamente em recessão por conta da pandemia de coronavírus, novamente causando estragos no bloco.

De acordo com informações distribuídas pela instituição, haverá a extensão de compras líquidas de ativos até março, prorrogação de 9 meses em relação ao planejamento inicial.

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A Agência Reuters informou que o BCE aumentará o tamanho do PEPP (Programa de Compras Emergenciais) para 1,85 trilhão de euros – um acréscimo de 500 bilhões -, com o intuito de manter os custos de empréstimo corporativo e do governo em mínimas recordes.

“A incerteza permanece elevada, incluindo em relação à dinâmica da pandemia e momento da distribuição da vacina. Também continuaremos a monitorar os acontecimentos na taxa de câmbio com relação às possíveis implicações para o cenário de médio prazo da inflação”, prometeu o órgão, em nota oficial.

Além disso, o BCE prorrogou até junho de 2022 (um ano a mais) o período de desconto para bancos em taxas de Operações Direcionadas de Refinanciamento de Longo Prazo (TLTRO).

As taxas de juros também foram mantidas em mínimas recordes: sendo que a taxa de depósito do BCE está em -0,5%, enquanto a principal taxa de refinanciamento continua zerada.

Recuperação da zona do euro será mais lenta, segundo BCE

As projeções apresentadas pelo BCE para a zona do euro nesta quinta-feira apontaram que os países do bloco devem apresentar recuperação econômica mais lenta, pelo menos em 2021, acelerando o crescimento e o reaquecimento do setor apenas no ano seguinte.

De acordo com as previsões, o PIB crescerá 3,9% em 2021, e não mais  5%, como imaginado nas projeções divulgadas em setembro. Christine Lagarde, presidente do BCE avisou, no entanto, que a previsão para 2022 é 1% mais otimista do que a anterior, e está em 4,2%.

Segundo a executiva, o BCE manteve a projeção do próximo ano inalterada, em 1%, calculando em 1,1% o índice para a zona do euro em 2022. Visualizando o cenário ainda mais futuro, em 2023, a estimativa é de alta dos preços de 1,4%.

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