BC faz alerta ao governo para o caso de 2ª onda de Covid atingir País

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução

O Banco Central (BC), por meio de seu presidente, Roberto Campos Neto, fez um alerta ao governo, mais precisamente à equipe econômica, caso uma 2ª onda de Covid vier a atingir o País.

Na visão do executivo, o País não deve adotar novas medidas que exijam o aumento dos gastos públicos, pois isso pode colocar em risco todo o  esforço que vem sendo feito para recuperar a economia do primeiro golpe sofrido.

“A gente precisa, entendendo que o Legislativo é soberano e que tem o ‘timing’ dele, a gente precisa entrar em um processo de organização entre os diversos Poderes para criar uma conscientização de que é importante aprovar as reformas”, aconselhou, ao canal GloboNews. “Isso vai nos trazer credibilidade, que vai nos trazer investimentos, que vai nos ajudar com o crescimento futuro”, acrescentou.

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Segundo o presidente do BC, o ponto fundamental agora – e também no caso de uma nova onda da pandemia – é retomar a trajetória do controle fiscal, ou seja, controlar os gastos.

“É como se você colocasse dinheiro na economia entendendo que vai ter um efeito expansionista, e na verdade você tem o efeito contrário, contracionista”, argumentou. “Qualquer solução que for apresentada, que for pensada onde a gente consiga impulsionar a economia, colocar dinheiro na economia, sem gerar gasto fiscal, são medidas bem-vindas” completou.

BC prevê que economia no País pode melhorar

O principal executivo do BC pontuou, durante participação no Congresso Internacional de Gestão de Riscos, organizado pela Febraban, que acredita na melhora das projeções para a economia brasileira em 2020 e 2021.

O otimismo de Roberto Campos Neto tem como fundamento o crescimento apresentado pelo País no terceiro trimestre. O presidente do Banco Central lembrou que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) cresceu 9,47% no período, na comparação com o segundo trimestre.

“O terceiro trimestre vai ser muito importante para determinar a velocidade dessa revisão [nas projeções]”, projetou.

Ao abordar o tema inflação, o presidente do BC citou que ela tem sido estimulada pelos preços de alimentos e de commodities, produtos primários com cotação internacional, além do que, em sua visão, o efeito da concessão do auxílio emergencial e a substituição de gastos com serviços por alimentação em domicílio.

Transferência de recursos

Outro ponto abordado por Campos Neto no congresso foi sobre a transferência de recursos.

Segundo o presidente do BC, na comparação com outros países afetados pela pandemia, as transferências de recursos no Brasil foram maiores para as famílias do que para as empresas.

Ele citou, como já havia feito anteriormente, que esse fenômeno aconteceu somente aqui e na África do Sul, explicando que o auxílio do governo foi direcionado para as famílias de mais baixa renda.

“Claramente é uma situação de dívida que precisa ser endereçada”, alertou.

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