BC: empréstimos e financiamentos aumentam 1% em julho

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação/Banco Central

Os empréstimos e financiamentos aumentaram 1% em julho no país, alcançando R$ 3,7 trilhões. O aumento foi de 1,2% na carteira de pessoas jurídicas (saldo de R$ 1,6 trilhão) e de 0,9% para pessoas físicas (R$ 2,1 trilhões).

Em doze meses, o crescimento da carteira total acelerou de 9,9% para 11,3%. Para empresas, o aumento foi de 11,8% para 15%. E as operações com famílias mantiveram elevação de 8,5%.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (28) pelo Banco Central.

Crédito livre

O crédito livre para pessoas jurídicas alcançou R$ 1 trilhão, crescendo 0,5% no mês e 26,1% em doze meses.

O saldo do crédito livre a pessoas físicas totalizou R$ 1,1 trilhão, elevações de 1,1% no mês e de 8,3% em doze meses, sobressaindo cartão de crédito à vista e crédito pessoal consignado. O saldo de financiamentos de veículos também registrou crescimento, influenciado pela trajetória recente de recuperação das concessões.

Crédito direcionado

No crédito direcionado, a carteira de pessoas jurídicas somou R$ 586 bilhões em julho, elevação de 2,5% no mês (-0,3% doze meses). Destaque para o aumento em outros créditos direcionados, 16,1% mês, refletindo aceleração das contratações no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

O saldo com pessoas físicas alcançou R$ 942 bilhões, expansões de 0,8% no mês e de 8,8% na comparação interanual, sobressaindo-se a carteira imobiliária, que prossegue com aumento nas contratações.

Juros das operações

A taxa média de juros das operações contratadas em julho alcançou 19,1% ao ano, com diminuições de 0,4 ponto porcentual no mês e de 5,6 ponto porcentual em doze meses. O spread geral das taxas de juros das concessões situou-se em 15,4 ponto porcentual.

No crédito livre, a taxa média de juros das concessões atingiu 27,3% a.a., uma redução de 0,9 p.p. no mês e 10,1 p.p. na comparação interanual.

Para as famílias, a taxa média de juros situou-se em 39,9% a.a., declínio de 1,5 p.p. no mês. Para empresas, a taxa recuou 0,7 p.p. para 12,3% a.a. Excluindo-se as operações rotativas, a taxa média de juros do crédito livre diminuiu 0,3 p.p. no mês e 7,8 p.p. em doze meses, atingindo 20,9%.

Reprodução/BC

Inadimplência

A inadimplência média no crédito livre caiu de 2% em junho para 1,8% em julho. A da pessoa física ficou praticamente estável em 5,2%. A da pessoa jurídica caiu de 2% para 1,8%.

O endividamento das famílias ficou em 46,7%. Tirando o crédito imobiliário, ficou em 27,3%.

Custo do crédito

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito, situou-se em 18,3% ao ano. No crédito livre não rotativo, ficou em 23,7%.

Crédito ao setor não financeiro

Em julho, o crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 11 trilhões (153,1% do PIB). Com redução de 0,7% no mês. A variação mensal refletiu principalmente a queda de 3,4% no saldo da dívida externa, influenciada pela apreciação cambial de 5%.