BC: déficit público cai para R$ 65,5 bi, mas fica abaixo do esperado

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação/Agência Brasil

O déficit do setor público atingiu R$ 65,5 bilhões em junho. Com relação ao ano passado, houve uma desaceleração, de acordo com o Banco Central (BC). Naquela ocasião chegou a R$ 188,7 bilhões.

Apesar disso, o resultado fica abaixo da expectativa de mercado, que projetava um déficit de R$ 64 bilhões.

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Segundo o Banco Central, no Governo Central houve déficit primário de R$75,1 bilhões no mês. Já nos governos regionais e nas estatais, superávits de R$ 8,4 bilhões e R$ 1,2 bilhão.

BC: déficit no primeiro semestre chega a R$ 5,2 bilhões

No consolidado do primeiro semestre do ano, o déficit do setor público alcançou R$ 5,2 bilhões, ante déficit de R$402,7 bilhões no mesmo período de 2020.

Nos últimos doze meses, o déficit primário do setor público atingiu R$ 305,5 bilhões (3,81% do Produto Interno Bruto – PIB), permanecendo na trajetória de redução observada neste ano.

Juros nominais caem para R$ 10,1 bilhões

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$ 10,1 bilhões em junho, comparativamente a R$ 21,5 bilhões no mesmo mês de 2020.

De acordo com a autoridade monetária, essa redução foi influenciada pela evolução favorável das operações de swap cambial no período.

O que possibilitou ganho de R$ 21,7 bilhões em junho de 2021 ante perda de R$4,9 bilhões em junho de 2020. Este foi parcialmente compensada pelo aumento dos índices de preços e da Selic.

No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$284,2 bilhões (3,55% do PIB). Nos 12 meses até junho de 2020, foi de R$ 359,8 bilhões (4,89% do PIB).

Dívida bruta alcança R$ 6,72 trilhões

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que inclui governo federal, INSS e governos estaduais e municipais, atingiu R$6,7 trilhões. Isto é equivalente a 84,0% do PIB.

Relatório do BTG aponta que, com a melhora no cenário econômico, as perspectivas para o cenário fiscal têm passado por revisões positivas.

A expectativa da relação de DBGG/PIB passa de 85% para 81,7%. Isto reflete uma arrecadação maior devido à expectativa de um PIB mais robusto em 2021.

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