BC aposta que Pix será benéfico para fintechs sem prejudicar grandes bancos

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), mostrou confiança em ver o Pix, novo serviço de pagamentos e transferências bancárias, ser benéfico para o sistema financeiro do País.

Durante videoconferência realizada nesta quarta-feira, segundo dia de funcionamento da nova ferramenta, o executivo avaliou que ela tende a estimular as chamadas fintechs e startups do setor sem causar prejuízo aos grandes bancos.

“A democratização é mais importante. Temos de estimular ‘fintechs’, ‘startups’. Os grandes bancos têm papel importante, e acho que não vão perder espaço. Vão se moldar a uma coisa diferente, à experiência do usuário, à interface com o consumidor, à conexão com outros negócios pequenos”, comentou.

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Campos Neto apostou que a utilização do Pix também contribuirá para gerar novos sistemas de negócios, ampliando a “bancarização”, tão falada desde a criação do auxílio emergencial em meio à pandemia.

“Não achamos que isso é um movimento que vai atrapalhar os grandes bancos. A gente acha o contrário. A gente acha, talvez, que o mercado do futuro seja os grandes bancos terem uma fatia um pouco menor de uma torta muito maior, porque gera inclusão financeira, gera bancarização, gera novos modelos de negócios”.

Campos Neto compara Pix ao uso do telefone

A utilização do Pix, ainda vista com desconfiança por parte da população, será tão usual quanto a do telefone em um futuro próximo Pelo menos para Campos Neto.

“Conectar o PIX com a agenda telefônica. Algumas melhorias podem fazer com que a agenda do usuário melhore, se a experiência do usuário for boa. A gente viu isso na Índia, pessoas fecharam conta em um banco e abriram no outro”, exemplificou.

Segundo o presidente do Banco Central avaliou que o cadastramento de 30 milhões de chaves PIX em três dias foi “uma grande surpresa”, mas que comprova que o País demandava de um sistema de pagamentos com essa característica.

“Estamos nos aproximando de 75 milhões de chaves, número grande de adesão. Bancos participaram de uma forma muito integrada, os bancos pequenos, grandes”, afirmou.

Taxa de rejeição cai no segundo dia de uso do Pix

A taxa de rejeição ao Pix bateu em 9% no primeiro dia de utilização do novo meio de pagamento e transferências, mas, nesta terça-feira, caiu para 6,5%, de acordo com informações do presidente do BC.

Segundo ele, outros meios de transferência, como o DOC, também têm rejeição por parte da população – a deste tipo, especificamente, está em 5%, de acordo com Campos Neto.

O executivo do Banco Central explicou que a rejeição ocorre quando há inserção de dados incorretos como o número do CPF, e citou também que várias tentativas de achar uma chave fazem o sistema cair, como uma medida de segurança.

“Entendemos que é um processo que vai avançar bastante nos próximos dias. Isso tende a melhorar à medida que as pessoas cadastrem mais chaves, os negócios usem mais chaves”, concluiu.

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