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BC aponta redução de incertezas e impactos nas estimativas de inflação

Juros são mantidos estáveis em 6,50% ao ano pelo Copom, que não deu indicações de quais serão as decisões tomadas em sua próxima reunião.

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Em avaliação, o Comitê de Política Monetária (Copom) revelou que a redução das incertezas no contexto doméstico, que decorreu da definição das eleições presidenciais, fez com que o preço dos ativos (como o dólar) fosse diminuído, fato que contribuiu para o controle da inflação.

Durante a última reunião do Copom, realizada em setembro deste ano, o dólar era cotado em R$ 4,15 devido às tensões eleitorais que o país vivenciava e, também, por conta de movimentos de especulação no mercado financeiro. Caso a moeda norte-americana continuasse no mesmo patamar, isso seria capaz de gerar fortes pressões inflacionárias, pois o preço de insumos e produtos vindos do exterior seria elevado.

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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Contudo, na semana passada, momento em que o cenário eleitoral se tornava mais claro, a cotação do dólar já havia caído a uma média de R$ 3,70.

De acordo com o Banco Central, os membros do Copom acordaram que os riscos autistas para a inflação continuam com maior peso em meio ao balanço de riscos. Após a última reunião feita na semana passada, a taxa básica de juros ficou estável em sua mínima histórica, que é de 6,50% ao ano.


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A estimativa atual das instituições financeiras é que os juros devem permanecer em 6,50% até o fim desse ano. Já para 2019, a previsão dos economistas é que a taxa Selic alcançará os 8% ao ano.

Na ata da reunião do Copom, o BC não deixou claro o que poderá ser feito na próxima reunião do comitê, agendada para dezembro. Há apenas a informação de que os próximos passos da política monetária do país continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço dos riscos e de um conjunto de projeções e expectativas de inflação.

Como são tomadas as decisões

O Banco Central define a taxa de juros de acordo com o cumprimento da meta de inflação. Esta, por sua vez, é fixada pelo Conselho Monetário Nacional. Para este ano, a meta foi definida em 4,5%, já para 2019, o valor é de 4,25%.

Assim, quando a estimativa de inflação do país está em consonância com as metas definidas pelo CMN, o Banco Central promove a redução dos juros. Já quando ocorre o contrário, então a taxa Selic é elevada.

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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Em 2018, dados apontam que a inflação segue relativamente controlada. Em agosto, por exemplo, houve registro de deflação (quando ocorre a queda de preços). Segundo a previsão dos economistas, a inflação de 2018 deve fechar em 4,40%. Para o próximo ano, a previsão é de 4,22%, resultado que caminha em linha com as metas estabelecidas.

Já o Banco Central informou nesta quarta-feira que, por conta da trajetória dos juros e do câmbio que são esperados para o mercado financeiro (taxa Selic em 8% e dólar em R$ 3,80 no fechamento de 2019), a previsão de inflação é de 4,4% em 2018, 4,2% em 2019 e 3,7% em 2020.

Entre os integrantes do Copom, a estimativa é que a inflação acumulada em 12 meses deve ser maior em um futuro próximo e atingirá um “pico” próximo ao segundo semestre do ano que vem. Contudo, eles também estimam que após esse pico, a inflação deve recuar até o fim de 2019 até próximo da meta (que é de 4,25%).

Reformas econômicas

Durante a reunião, o Copom também ratificou o seu entendimento de que a continuidade dos processos que envolvem reformas e ajustes são essenciais à economia brasileira.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem provido discussões com a sua equipe de transição para verificar a possibilidade de fazer avançar, ainda nos próximos meses, propostas como a reforma da Previdência.

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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

O Banco Central também se posiciona no sentido de que as reformas, que visam melhorar os resultados das contas públicas, são fundamentais para garantir um ambiente sustentável e com inflação baixa e estável.

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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