BC anuncia expansão de crédito de 7,6% para 11,5% este ano

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Banco Central (BC) divulgou nesta quinta-feira (24) o aumento da projeção para a expansão do crédito este ano de 7,6% para 11,5%.

A estimativa consta do Relatório de Inflação. O aumento é causado pela demanda acentuada de crédito livre e direcionado das empresas.

A projeção para o crescimento do crédito livre para as empresas passou de 15,6%, previstos em junho, para os atuais 20%. 

Para pessoas jurídicas, o ajuste na projeção “se fundamenta pelas condições mais acessíveis de financiamento, com destaque para a taxa de juros na mínima histórica, e pela melhora nas expectativas de recuperação da atividade econômica”, afirma o BC.

No caso dos empréstimos com recursos direcionados para as pessoas jurídicas, a projeção de crescimento subiu ainda mais: de 1% para 11%.

Segundo a instituição, o número reflete o efeito dos programas emergenciais de crédito para as empresas.

Pessoas físicas

De acordo com o Banco Central, os empréstimos a pessoas físicas livres devem apresentar desaceleração em 2020. A projeção é influenciada fortemente pela modalidade cartão de crédito à vista.

A projeção para o ritmo de expansão do crédito livre para as famílias em 2020 foi mantida em 6,5%. Por outro lado, o financiamento com recursos direcionados foi de 5% para 9,5%.

“As concessões de financiamentos imobiliários, principal modalidade do grupo, surpreenderam positivamente, apresentando evolução positiva após abril, impulsionadas pela queda nas taxas de juros. As renegociações e as postergações nos pagamentos de parcelas também contribuíram para o crescimento do saldo de crédito no primeiro semestre”, afirmou o relatório.

Crédito em 2021

A projeção do BC para o crescimento do crédito em 2021 é de 7,3%. “O desempenho liderado pela retomada do crédito às pessoas físicas (9%), e que incorpora desaceleração do crédito às empresas (5,1%)”.

Segundo o Banco Central, a retomada de emissões de dívidas corporativas fora do Sistema Financeiro Nacional “deve propiciar fonte alternativa de financiamento para as grandes empresas, favorecendo o movimento de desaceleração do crédito bancário”.