BB (BBAS3), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) elevam provisões no 1TRI20

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Crédito: Reprodução

O primeiro trimestre deste ano no setor bancário foi marcado pelo aumento das provisões por parte do Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4).

Diante da crise instaurada por consequência da pandemia do Covid-19, estas instituições se reforçaram para o caso de aumento do calote dos clientes.

Como consequência, isso reduziu o lucro dos bancos no período de janeiro a março.

O que você verá neste artigo:

BB

No Banco do Brasil, o lucro líquido ajustado foi de R$ 3,395 bilhões no primeiro trimestre de 2020, uma redução de 20,1% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

Já a provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) ampliada atingiu R$ 5,539 bilhões no primeiro trimestre, alta de 57,1% em comparação com primeiro trimestre de 2019.

Dessa forma, o BB terá feito um provisionamento de R$ 2 bilhões para se proteger contra calotes.

Conforme balanço financeiro do BB, o aumento da inadimplência na carteira de crédito pessoa física cresceu 3,71% em março, e 2,83% na pessoa jurídica.

Itaú

No caso do Itaú Unibanco (ITUB4), o banco registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,912 bilhões, queda de 43,1%.

Adicionalmente, em função da alteração das perspectivas macroeconômicas a partir da segunda quinzena de março, o banco elevou a despesa com provisão para os créditos de liquidação duvidosa.

Dessa forma, a linha de provisionamento somou R$ 10,398 bilhões, um aumento de 147,2% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

Em relação às perspectivas, a intenção do banco é manter os níveis de liquidez e capitalização adequados aos cenários de stress test.

Bradesco

O Bradesco reportou lucro líquido recorrente de R$ 3,753 bilhões no primeiro trimestre, um recuo de 39,8% na comparação com igual período de 2019.

Segundo a companhia, a redução está relacionada, sobretudo, às maiores despesas com PDD, impactada pelo reforço de provisão, no valor de R$ 2,7 bilhões para fazer frente ao atual cenário econômico adverso.

Este valor soma-se à parcela pré-existente de R$ 2,4 bilhões, totalizando uma provisão complementar de R$ 5,1 bilhões.

O aumento no PDD foi estabelecido para lidar com o cenário futuro incerto que poderá resultar no “aumento do nível de inadimplência, como reflexo da falência de empresas, aumento no índice de desemprego, bem como a degradação do valor das garantias”, informou o Bradesco.

Presidente do Bradesco, Octavio de Lazari chegou a rebater o governo federal ao dizer que o banco não empoçou dinheiro que deveria destinar às empresas por conta do coronavírus.

Santander

Já o Santander foi na contramão das demais instituições e não anunciou reforço das provisões por consequência do Covid-19.

O lucro líquido gerencial totalizou R$ 3,853 bilhões, o que representa um aumento de 10,5% sobre o resultado do mesmo período do ano anterior.

Enquanto isso, as despesas com inadimplência saltaram 19,2%, para R$ 3,424 bilhões no primeiro trimestre de 2020.

O banco destacou, no balanço, que o nível de inadimplência segue adequado.