BB Investimentos: veja as ações ESG de sua carteira

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.

Crédito: BB

O BB Investimentos divulgou na sexta-feira (20) sua seleção BB ESG, que reúne ações de empresas alinhadas às melhores práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.

“O principal objetivo desta seleção é o de satisfazer uma demanda cada vez maior dos investidores pelo tema ESG, visando auxiliá-los em suas decisões de investimento neste novo universo que se consolida nos mercados financeiros em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil, destacou o BB.

A carteira selecionada leva em conta aspectos ESG a partir de indicadores elaborados por consultorias especializadas, dentre elas, destacam-se a Refinitiv, o MSCI e a Sustainalytics.

Tio Huli, EconoMirna, Natalia Dalat e outros tubarões dos Investimentos.

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O sistema de pontuação (rating) varia de D- (piores práticas ESG) até A+ (melhores práticas ESG).

Para definição dos papéis que irão compor a Seleção BB ESG, as Companhias precisam ser empresas cobertas pelos analistas do BB Investimentos, estarem listadas em pelo menos um dos índices de governança e sustentabilidade da B3, possuir rating igual ou superior a B- e não apresentar controvérsias significativas.

O BB informou que não houve alteração na Seleção ESG desde a última publicação, desde modo se mantêm na carteira as seguintes:

Fonte: BB Investimentos

Principais destaques:

  • Lojas Renner (LREN3): Uma das maiores referências, entre as companhias brasileiras, quanto à adoção de melhores práticas de governança corporativa. O plano estratégico de sustentabilidade empresarial definiu temas prioritários para o desenvolvimento sustentável do negócio nos próximos 5 anos, com estabelecimento de metas a serem atingidas nesse prazo.
  • Santander (SANB11): Consciência ambiental, social e de governança local alinhada às melhores práticas globais. As operações bancárias do dia a dia estão convergindo à agenda de sustentabilidade para alçar o Santander Brasil a posto de liderança em impactos positivos nos âmbitos ambiental e social.
  • Itaú (ITUB4): Comitês dedicados a temas de impacto positivo reforçam agenda de governança e sustentabilidade do banco.
  • Bradesco (BBDC4): O banco possui práticas de sustentabilidade alinhadas com a qualidade de sua performance operacional. Além de agenda anti-desmatamento, multipremiação em práticas de equidade, diversidade no quadro funcional e presença em diversos índices de referência ao tema ESG se somam ao programa social da Fundação Bradesco.
  • Natura&Co (NTCO3): Além do seu histórico de engajamento socioambiental, o Grupo lançou neste ano sua Visão de Sustentabilidade 2030, que estabelece compromissos e ações a serem realizados dentro de 10 anos. Além disso, a Natura e a The Body Shop possuem o certificado Corporação B, dado àquelas que atendem aos mais altos padrões de desempenho socioambiental, transparência pública e responsabilidade para equilibrar lucro e propósito.
  • Klabin (KLBN4): A Klabin tem uma agenda que une suas estratégias com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, onde 23 temas materiais foram definidos como prioritários na estratégia de crescimento da Companhia. Os objetivos traçados (KODS) são de curto, médio e longo prazos, e aspiram progressos relacionados ao meio ambiente, sociedade e governança, estabelecendo os valores que a companhia deve entregar à sociedade.
  • Suzano (SUZB3): A Suzano construiu uma estratégia de sustentabilidade de longo prazo, com o objetivo de ampliar seu valor em toda a cadeia e na sociedade, criando indicadores que passarão a vigorar na chamada Década da Ação (até 2030).
  • Dias Branco (MDIA3): A empresa tem adotado diretrizes e implementado iniciativas importantes, estabelecendo agenda para os próximos 5 anos a fim de impulsionar suas práticas sustentáveis.
  • Sabesp (SBSP3): A sua atividade fim correspondente ao 6º objetivo de desenvolvimento sustentável da agenda 2030 da ONU: disponibilidade de água potável e saneamento com benefícios diretos à população e ao meio ambiente.A Sabesp foi a 2ª empresa a aderir ao Novo Mercado da B3 em 2002. Além de ser listada na NYSE com ADR nível III, reconhecida como Empresa Pró-Ética pela CGU em 2019 e envolvida em diversos programas de educação ambiental e sustentabilidade.
  • Localiza (RENT3): O aprimoramento do seu programa de sustentabilidade resultou na implementação e desdobramento de ações voltadas aos pilares ESG, uma vez que o tema sustentabilidade é parte da estratégia de negócios da Localiza.
  • WEG (WEGE3): Desde a concepção do CENTROWEG, em 1968, o tripé de Sustentabilidade tem sido fundamental para a construção de resultados robustos ao longo da jornada desta companhia, que compõe os principais Índices ESG. Sua agenda de sustentabilidade global tem estratégia incorporada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com metas para 2030, que permeiam sua estrutura organizacional e diversos setores da sociedade.

ESG e eleições americanas

Segundo o O BB Investimentos, a eleição de Joe Biden para a presidência dos Estados Unidos pode dar novo impulso ao mercado de investimentos ESG.

“A plataforma democrata conta com um ambicioso plano de investimentos, públicos e privados, para revolucionar a matriz energética americana, substituindo fontes de energia tradicionais, como o petróleo, por fontes mais limpas e renováveis. Outro ponto importante defendido por Biden é o retorno dos EUA ao Acordo de Paris, cuja saída havia sido formalizada pela administração Trump em novembro do ano passado”, destacou o relatório.

O BB Investimentos acredita ainda que, sob a administração Biden, empresas e países que não se adequarem às novas regulamentações ambientais impostas, deverão sofrer algum tipo de pressão.

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