BB (BBAS3) anuncia que entregará imóveis e fundo BBPO11 cai 7%

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
1

Crédito: Wikipédia

O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou que vai devolver 19 de 35 edifícios de escritórios espalhados por sete estados e Distrito Federal, de acordo com informações do jornal o Estado de S. Paulo.

Com a decretação de medidas preventivas para conter o avanço da pandemia, em março, o BB remanejou 32 mil colaboradores para trabalhar de casa.

Antes da pandemia o banco contava com 257 pessoas, em um quadro de 93 mil colaboradores,  trabalhando de casa (menos de 0,3%).

Modernização de escritórios

Em entrevista ao Estadão, o vice-presidente corporativo do BB, Mauro Ribeiro Neto, declarou que a instituição vinha elaborando internamente um programa apelidado de Flexy, que previa a modernização dos escritórios da instituição e estava sendo estruturado desde 2019.

Com a pandemia, o Flexy ganhou novo significado e a companhia foi obrigada a testar o modelo remoto.

Com resultados positivos, foi definido então que a redução de espaço será significativa e vai afetar as grandes áreas corporativas do BB.

Aposta

No entanto, a reportagem destacou que, inicialmente, o Flexy não será aplicado a agências ou a pequenos escritórios espalhados pelo País.

Do total de 5 milhões de metros quadrados de área locada do banco, 750 mil metros incluem escritórios de maior porte em Estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Além de Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco, além do Distrito Federal.

Com a aposta de longo prazo no home office, 38% desses espaços, ou 290 mil metros quadrados, serão devolvidos, segundo Ribeiro Neto.

Com a experiência em larga escala o BB estima economizar R$ 1,7 bilhão em 12 anos.

O anúncio sobre a devolução de imóveis provocou forte impacto nos fundos de investimentos imobiliários constituído por agências e centros administrativos do Banco do Brasil.

Queda no pregão

Desse modo, nesta quarta-feira o BB Progressivo II (BBPO11) chegou a cair 10% ao longo do pregão. No dia, o FII fechou em baixa de 7%.

No mesmo sentido seguiu o BB Renda Corporativa (BBRC11), que fechou em queda de 6,29%.

Na última segunda-feira, a Votorantim Asset, administradora do BB Progressivo II, reavaliou os imóveis da carteira para R$ 1.494.269.644, resultando em um valor 0,54%  inferior ao valor contábil do laudo anterior.