BAT, dona da Souza Cruz, diz que pode ter vacina até junho

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Pixabay

A empresa inglesa British American Tobacco (BAT), dona da Souza Cruz, anunciou na quarta-feira (1) que está testando uma vacina contra o coronavírus feita a partir de folhas de tabaco.

Os estudos estão sendo feitos na subsidiária norte-americana Kentucky BioProcessing (KBP) e ainda estão na fase clínica. Isto quer dizer que a vacina ainda não foi testada em humanos, nem autorizada pelas autoridades de saúde.

Caso os testes corram bem e a empresa obtenha a aprovação dos órgãos competentes, a BAT afirma poder produzir de um a três milhões de doses da vacina por semana, já a partir de junho. Isto seria um prazo bem menor do que as outras promessas de vacina, que demorariam pelo menos até o final do ano para serem disponibilizadas.

De acordo com comunicado da empresa, os cientistas conseguiram clonar parte da sequência do vírus, o que permitiu o desenvolvimento de uma molécula de anticorpo para a doença. Este anticorpo foi, então, injetado em folhas de tabaco, produto que a empresa possui e consegue garantir em larga escala. Outra hipótese levantada é que a folha de tabaco seria mais segura. Isto porque ela não armazena patógenos que possam causar doenças em humanos.

“A KBP explora usos alternativos da planta do tabaco há algum tempo. Um desses usos alternativos é o desenvolvimento de vacinas à base de plantas. Estamos comprometidos em contribuir com o esforço global para impedir a disseminação do Covid-19 usando essa tecnologia”, afirma o comunicado repercutido pela Reuters.