Barroso admite que eleições municipais podem não ocorrer em 2020

Paulo Amaral
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Crédito: O ministro Luis Roberto Barroso durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF) - 30/08/2017 Carlos Moura/SCO/STF/Divulgação

Luís Roberto Barroso, futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), admitiu pela primeira vez, nesta sexta-feira (1), que as eleições municipais podem ser adiadas.

De acordo com o ministro, “há um risco real” de os pleitos marcados para os dias 4 e 25 de outubro (nos municípios que tiverem segundo turno) terem que ser adiados por conta do novo coronavírus.

“Por minha vontade, nada seria modificado porque as eleições são um rito vital para a democracia. Portanto, o ideal seria nós podermos realizar as eleições. Porém, há um risco real, e, a esta altura, indisfarçável, de que se possa vir a ter que adiá-las”, comentou, em live promovida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

O sucessor da ministra Rosa Weber na presidência da Casa voltou a afirmar que o ideal seria adiar as eleições para, no máximo, dezembro de 2020, e descartou “casar” as datas com o pleito geral, marcado para 2022.

“Sou totalmente contra essa possibilidade. A democracia é feita de eleições periódicas e alternância no poder”, discursou. “Os prefeitos e vereadores que estão em exercício neste momento foram eleitos para quatro anos”, complementou.

Para o pleito ser adiado, seja para dezembro, seja para 2021 ou 2022, a decisão precisa ser aprovada em votação no Congresso Nacional.

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