Barômetros globais mantêm altas iniciadas em maio, segundo FGV

Paulo Amaral
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Foto: Imagem/reprodução/expertinvestimetos

Os Barômetros Globais Coincidente e Antecedente da Economia iniciaram o mês de setembro mantendo as altas iniciadas em maio, segundo a FGV.

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De acordo com o boletim, o Barômetro Coincidente sobe mais lentamente, e mostra que os níveis de atividade ainda estão abaixo dos que eram registrados antes da pandemia de coronavírus.

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O Barômetro Global Coincidente registrou alta de 4,5 pontos em setembro, ao passar de 80,5 pontos para 85,0 pontos.

O Barômetro Antecedente, por sua vez, atingiu o maior nível desde 2010, sinalizando otimismo com a evolução do PIB mundial nos próximos meses.

O indicador subiu 5,7 pontos no mês, passando de 110,2 pontos para 115,9 pontos.

Barômetros sobem pelo quarto mês seguido

De acordo com a FGV, tanto o Barômetro Global Coincidente quanto  Antecedente apresentaram alta pelo quarto mês consecutivo.

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As três regiões pesquisadas influenciam de forma positiva o resultado do Barômetro Coincidente, com a Ásia & Pacífico e África liderando o movimento.

No Antecedente, a alta é influenciada pela Europa e Hemisfério Ocidental, enquanto a região da Ásia & Pacífico e África voltou a contribuir de forma negativa, porém tímida, para o resultado.

Segundo a FGV, a distância de 30,9 pontos entre os dois Barômetros é a maior da série histórica iniciada em 1991.

“O desempenho do barômetro coincidente nos últimos meses caracteriza a recuperação cujo resultado será o crescimento do nível de atividades ao longo de todos os setores e regiões no terceiro trimestre”, avaliou Paulo Picchetti, pesquisador da FGV IBRE.

“Essa retomada reverterá parte das quedas históricas do segundo trimestre, em intensidade superior à esperada anteriormente”, completou.

Contribuições por setor

O estudo da FGV Ibre também apontou as contribuições para os barômetros por setor.

Entre eles, a principal contribuição para a alta do Barômetro Coincidente Global veio da Indústria, seguida pelo Comércio.

O conjunto de variáveis que refletem a evolução das economias em nível agregado (Desenvolvimento Econômico Geral), que usualmente tem maior influência no resultado, ficou em terceiro lugar e contribuiu com menos de 1,0 ponto neste mês.

Serviços e Construção continuaram contribuindo modestamente para o resultado, com este último exercendo influência negativa

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