Barcklays prevê alta da inflação e da taxa básica de juros no Brasil em 2021

Paulo Amaral
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Crédito: Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Os economistas da Barclays informaram aos clientes nesta terça (09), por meio de nota oficial, que a inflação brasileira, assim como a Selic, taxa básica de juros, devem subir.

Segundo os especialistas, o Banco Central terá de forçar a subida da Selic em 0,5 pontos percentuais, saindo dos atuais 2% ao ano para 2,5% já na próxima semana, batendo em 4,5% na última reunião do Copom em 2021.

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“O (Copom) não gostaria de correr o risco de ‘ficar para trás da curva’ aos olhos do mercado, pois isso poderia representar um custo maior para a política monetária no futuro caso se perdesse a credibilidade nesse processo”, escreveram os analistas da Barclays, em relatório obtido pela Reuters.

Inflação fora da meta

De acordo com o material enviado aos clientes, a projeção para a inflação é ainda pior do que a dos juros.

A Barclays apontou que o índice de fim de ano, antes projetado para 3,9%, agora é esperado para um patamar de 4,5% em dezembro.

O número supera, e muito, a meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 3,75% para 2021, medida pelo IPCA, com margem de erro de 1,5%.

Os dados oficiais mais recentes apontaram que a previsão da Barclays está mais dentro da curva do que a feita pelo governo.

Segundo os números mais recentes, houve alta de 4,57% do IPCA-15 nos 12 meses até janeiro, puxada principalmente pelos alimentos e commodities. Ele ficou acima dos 4,30% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2020, a taxa foi de 0,22%.

IPCA em fevereiro

Considerado uma prévia do índice oficial de inflação do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), subiu 0,48% em fevereiro, ante 0,78% em janeiro. A mediana das projeções era de avanço levemente superior: 0,50%.

O resultado é o maior para um mês de fevereiro desde 2017, quando o índice foi de 0,54%.

O maior impacto individual no índice do mês (0,17 ponto porcentual) veio da gasolina, cujos preços subiram pelo oitavo mês consecutivo (3,52%). Também houve altas nos preços do óleo diesel (2,89%), do etanol (2,36%) e do gás veicular (0,61%).

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