Bandas de Bollinger analisam volatilidade da ação por meio de análise gráfica

Ronaldo Araújo
Ex-assessor de investimentos agora atuante no marketing digital; habilidades em produção de conteúdo, copywriting e gestão de tráfego pago, com proficiência no gerenciador de negócios do Facebook e campanhas no Google Ads.
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Crédito: Pixabay

O mercado financeiro pode oferecer grandes oportunidades quando há alteração na volatilidade de um ativo. É possível se aproveitar dessas dissonâncias para ter ganhos no retorno à normalidade. Um indicador que mostra isso com primazia é conhecido como bandas de Bollinger (B.B.).

Neste artigo, você conhecerá melhor os conceitos a respeito dessa ferramenta. Ao lê-lo, você será capaz de entender seu funcionamento e saberá que ele se baseia na volatilidade. Ao final, serão elencadas algumas ótimas vantagens proporcionadas a quem utiliza essa técnica. Não espere mais e avance nesta leitura!

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O que são bandas de Bollinger?

Antes de explicar os conceitos a respeito desse importante indicador, convém destacar como ele surgiu. Seu nome deriva de seu próprio criador, o americano John Bollinger, que nasceu no início da década de 1950. 

No entanto, os estudos a respeito das bandas iniciou-se na década de 80. Só foram divulgados apenas em 2001, por meio do lançamento do livro “Bollinger on Bollinger”.

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As bandas de Bollinger podem ser consideradas um indicador com referência na volatilidade do ativo. Por conta desse fato, é indicado para demonstrar momentos de sobre compra ou sobre venda. Além disso, pode mostrar momentos de um eventual estado de estabilidade.

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A formação do indicador tem estreita relação com sua nomenclatura. Quando aplicado em uma análise, as B.B. “envelopam” um determinado ativo de modo que três linhas são traçadas no gráfico. A linha central corresponde a uma média móvel, enquanto as linhas superior e inferior que acompanham a cotação do ativo são as bandas de Bollinger propriamente ditas.

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Vale ressaltar que cada banda que ocupa uma das extremidades é derivada do indicador média móvel com algumas peculiaridades em seu cálculo. Elas servem para indicar as áreas sobre compradas ou sobre vendidas, pois existe uma tendência natural de retorno à normalidade sempre que essas regiões são alcançadas pelos preços. 

Como as bandas são calculadas?

Conforme já explicitado, a banda central corresponde a uma média móvel. Essa média móvel é do tipo simples e, segundo o próprio Bollinger, sua extensão deve ser de vinte períodos. Logicamente esse valor é configurável, mas Bollinger indicou o número vinte como sendo o ideal para o correto funcionamento do indicador.

A lógica dessa recomendação reside no fato de que por meio dela é que se chega ao cálculo das bandas superior e inferior. A banda superior é conseguida somando-se o valor de duas vezes o desvio padrão dos preços à média móvel central. Por conseguinte, a banda inferior é alcançada diminuindo duas vezes o valor do mesmo desvio padrão considerado.

Pelo fato de todas as três linhas estarem intimamente ligadas é que existe a recomendação de usar vinte períodos. Dessa forma, o nível de volatilidade e de dispersão pode ser mais facilmente identificado e contribuir para a tomada de decisão do investidor.

De que forma as bandas de Bollinger podem ser usadas na análise técnica?

O indicador de banda de Bollinger pode ser muito eficiente na sugestão de reversões de tendências, ou pelo menos de um retorno à normalidade que é representado pela linha central. Isso traz vários insights a respeito do comportamento do ativo e pode ajudar a montar operações de reversão à média. Mas é preciso saber interpretar bem os dados.

Além disso, é possível usar o indicador identificando o cruzamento do preço com alguma das bandas. Como seu cálculo considera a volatilidade, sempre que um cruzamento desses acontece é sinal de que pode haver espaço para montar uma nova operação que pode trazer muitos lucros. Basta que o movimento se confirme e “navegue” até a outra banda.

Por fim, vale destacar que as bandas podem (e devem) ter seu uso combinado com outros indicadores, sobretudo aqueles ligados à volatilidade. Um exemplo disso é a aplicação do índice IFR com os estudos das bandas.

Quais são as vantagens do indicador de bandas de Bollinger?

Certamente, uma das maiores vantagens desse indicador está em sua simplicidade. Sempre que ele é aplicado a um ativo, a visualização das áreas de sobre compra e sobre venda são muito nítidas. Aliadas com a média central, não é difícil interpretar os sinais e montar operações de tendência ou de espera ao retorno da normalidade.

Um detalhe especial das bandas de Bollinger diz respeito à sua característica de basear-se na volatilidade de um ativo. Isso pode trazer benefícios quando a análise se dá no mercado de derivativos, onde os instrumentos são muito mais voláteis que no mercado à vista. Essa característica pode proporcionar boas chances de realização de lucro rápido.

Usar as bandas de Bollinger em análises gráficas pode ser uma grande vantagem para um operador disciplinado. Se houver combinação com outros indicadores, o poder de fogo torna-se ainda maior. Especialmente se ambos considerarem a volatilidade como a base de seus cálculos. Pense nisso da próxima vez que for executar suas operações de mercado!