Bancos lucram no mercado de dívida, confira outros destaques

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Os bancos têm aceitado riscos e lucrado com título no mercado de dívida.

Eles adquirem títulos de dívida com taxas de retorno maiores e vendem no dia seguinte a taxas menores no mercado secundário, embolsando uma diferença, explica o jornal Valor.

Isso porque, com a pandemia, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) flexibilixou as regras e passou a permitir que compradores em emissão primária não precisam mais esperar 90 dias para vender os papéis.

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Os bancos alegam que estão expostos ao risco de mercado, risco esse que as empresas não estão querendo enfrentar, tanto que aceitam pagar mais na emissão dos títulos.

Gestores de crédito alegam, no entanto, que os bancos estão tendo ganhos imediatos.

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Planalto prefere adiar leilão de 5G

Divididos entre os interesses econômicos do Brasil e uma maior identificação ideológica nos EUA, as pessoas próximas do presidente Jair Bolsonaro defendem ou adiam a decisão sobre a participação na China no leilão de 5G.

Conforme o Valor, o agendamento do certificado para 2021 já está sendo dado como certo pela ala política do Executivo e pelo Ministério das Comunicações.

Agora, o Planalto argumenta que o Brasil deve esperar para ver como outros países e operadoras podem tratar o tema.

“Podemos esperar um pouquinho, para não causar isso”, disse ao Valor um assistente direto do presidente.

“Os países que já estão um pouco mais adiantados, mas não temos urgência no 5G.”

Recursos do Fundeb

Em entrevista ao Valor, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia criticou a proposta do governo de usar parte do dinheiro que iria para a Educação no financiamento do Renda Brasil

O programa deve substituir o Bolsa Família.

Ao jornal, ele disse se tratar de uma tentativa de burlar o teto de gastos.

Criado em 2016, o teto impede que os gastos do governo cresçam acima da inflação.

Entretanto, o Fundeb, fundo que complementa as despesas de estados e municípios com Educação, não está submetido a essa regra.

Para Maia, a discussão do programa de renda mínima não se confunde com a proposta de emenda constitucional que renova e amplia o Fundeb, incluída na pauta desta semana na Câmara.

Receita da União cai 30% no primeiro mês da pandemia

Outra reportagem do Valor informa que a receita da União caiu 30% no primeiro mês da pandemia.

O jornal informa que em abril a arrecadação líquida dos tributos administrados pela Receita Federal, excluída a contribuição à Previdência Social, caiu 28% em termos nominais.

Já em termos reais, a queda foi ainda mais brusca: 30% em relação a igual período do ano anterior.

Covid deve mudar hábitos de consumo

Já o Estadão informa que o consumo, que é mais da metade de toda a riqueza gerada em economia e no passado já salvou o país de outras crises, não deve ser o mesmo após uma quarentena.

Cerca de 69 milhões de brasileiros, ou 42% da população adulta, pretendem comprar menos nos próximos meses em comparação ao período pré-coronavírus, conforme pesquisa nacional feita pelo Instituto Locomotiva.

A freada sem consumo tem relação direta com uma queda provocada pela pandemia.

Mas uma mudança mais estrutural também está no caminho, já que o isolamento social acabou provocando alterações no comportamento do consumidor, segundo Renato Meirelles, presidente da Locomotiva.

“Há mais cem dias dentro de casa, como as pessoas descobriram o que precisam e o que não precisam”, diz Meirelles.

Com uma pandemia, o consumidor racionalizou como compras. “Nesse novo mundo não cabe ostentação.”

A freada nas compras, constatada em todas as classes sociais, ocorre em um cenário de queda no consumo de famílias que é esperado para este ano – uma retração de 7,2%, segundo projeto feito pela Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

É como se, apenas neste ano, o consumo de famílias caísse mais do que as capturadas em 2015 e 2016, quando o País enfrentou uma longa recessão.

“Além de ser o item de maior peso do Produto Interno Bruto (PIB), o consumo de famílias é o que faz o brasileiro perceber que está em uma situação melhor ou pior”, disse.

E acrescentou: “ele sente que a vida está mais difícil quando sua capacidade de consumo cai ”, afirma o economista sênior do CNC, Fabio Bentes.

Queda de receita de transporte sobre trilhos

Levantamento da Folha de S.Paulo indica que o segmento de transporte sob trilhos (metrô e trens) teve queda de 34% na ocupação frente ao período pré-coronavírus. A perda é de aproximadamente R$ 4 bilhões.

De acordo com o veículo, a Covid-19 derrubou a demanda de passageiros nesse tipo de transporte, fazendo o setor contemplar o fechamento de serviços.