Bancos, elétricas e saneamento são apostas da Vinci Partners

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
1

Foto: Bancos, elétricas e saneamento são alternativas neste momento, aponta Vinci Partners

Sócio da Vinci Partners, Fernando Lovisotto diz acreditar que nenhuma crise é igual a outra. Portanto, não há receita pronta quando se necessita defender posição. Porém, setor financeiro e utilities têm sido os segmentos preferidos para enfrentar o “coronacrise”.

“Esses setores e mais o caixa reforçado fizeram a gente ter uma carteira que caísse menos. De março pra cá, procuramos empresas com balanço sólido e pouca alavancagem”, explicou o especialista, em referência a bancos, companhias elétricas e de saneamento.

Conforme Lovisotto, a Vinci tem optado por empresas cujos produtos ou serviços tenham demandas mais perenes e companhias que tenham gestão mais eficiente nos seus setores de atuação.

EmpreendedorismoTécnicas para Renda Fixa. Estratégias para proteção de investimentos.

Tudo isso hoje na MoneyWeek

Como exemplo, ele citou a construtora Tenda por não ter dívida, ser eficiente do ponto de vista da gestão dos custos e gerar muito emprego, especialmente porque a companhia participa do programa Minha Casa Minha Vida.

“Já do lado dos fundos multimercados, como gestores, temos mandato mais amplo, visto que o investidor quer que saiba a hora de comprar e vender Bolsa, bem como a hora de comprar e vender Dólar”, disse. Isso porque no fundo multi, o compromisso é com o curto prazo.

“Os fundos de ações são mais concentrados. Em geral eles têm 20 empresas. Nos multis, chegamos a ter 50 papeis”, explicou, acrescentando que a Vinci mantém, hoje, posição líquida comprada em 25%.

Lovisotto  e Ronaldo Boruchovitch conversaram com Juliano Custódio e Luis Fernando Moran, sócios da EQI Investimentos,  por meio de rede social na tarde desta segunda-feira (13).

Crédito

Um dos problemas decorrentes da crise atual foi a questão da liquidez, com muitos pedidos de resgate por parte dos investidores. “Implicou em todos os tipos de fundos”, disseram.

Porém, Boruchovitch e Lovisotto reforçam que que essa problemática ficou para trás, visto que o Banco Central tem ajudado bastante ao injetar dinheiro na economia.

Apesar disso, eles acreditam que muitos fundos ficarão com preço baixo por mais tempo, até que o mercado se normalize no pós-crise.

“Temos muitos recursos com prazo muito longo. Metade dos R$ 36 bilhões que a Vinci administra tem contrato de, no mínimo, cinco anos”, disse Boruchovitch.

vinci_partners_visc11

A gestora trabalha com fundos de ações, multis e fundos de previdência distribuídos pela XP e pela EQI. “Temos cobertura grande e profunda do mercado para fazer a gestão e escolher bem as posições pra ficar bem alocado entre retorno e risco”, frisou.

A Vinci Partners teve rentabilidade de 23% no período pré-crise. “De fevereiro para frente, fomos reajustando as carteiras e fazendo caixa”, ressaltou, informando 10% nos fundos de ações e rearranjo setorial.

“Já nos fundos multi, sempre trabalhamos com alocação diversificada, mas continuamos diminuindo nossa exposição em riscos”, concluiu.