Bancos estão concentrados na liberação de crédito, diz presidente da Febraban

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os bancos estão empenhadas na liberação de crédito e renegociação de dívidas por causa da pandemia de coronavírus, afirmou o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, nesta segunda-feira (13), na live organizada pela própria entidade. As informações são do jornal Estadão.

A live foi realizada em conjunto com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que cobrou maior participação dos bancos na liberação de crédito para famílias e empresas.

De acordo com Sidney, as instituições financeiras já renegociaram pelo menos R$ 130 bilhões de empréstimos.

A busca por financiamentos para folha de pagamento ainda é baixa e a projeção é a de que procura por esse tipo empréstimo aumente a partir do dia 20. “Estamos próximos dos R$ 400 bilhões em concessões de crédito, considerando as novas negociações”, disse.

Segundo Isaac Sidney, os bancos vêm trabalhando para dar carência para empréstimos consignados.

Contribuição

Quando Maia cobrou mais envolvimento dos bancos para enfrentamento da pandemia de coronavírus. Sidney rebateu, afirmando que as instituições financeiras já doaram R$ 1,5 bilhão para sistema de saúde e projetos sociais.

Para Sidney, o maior desafio é que grandes organizações precisam de valores altos, o que afeta a liquidez das instituições financeiras e juros.

Além de doações, as instituições financeiras poderão estender a carência para pagamentos de empréstimos se a crise persistir por mais tempo. “Se o quadro de crise se mantiver, os bancos poderão dar mais carência em empréstimos”, disse Sidney.

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