Bancos brasileiros começam a se adaptar ao mercado trilionário de “endowments”

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os “endowments” são conhecidos como fundos filantrópicos ou fundos patrimoniais. Essa estrutura tem a finalidade de promover a sustentabilidade financeira de longo prazo para recursos captados via doações. Segundo dados do Hauser Institute for Civil Society e do Banco Mundial, o mercado de fundos filantrópicos movimenta aproximadamente US$ 1,5 trilhão em todo o globo.

Em janeiro de 2019, o presidente, Bolsonaro, sancionou a lei 13.800 que estabelece as melhores práticas de governança corporativa para os fundos. Ou seja, os “endowments” são acompanhados de perto desde a criação até o exercício de suas obrigações por conselhos de administração e fiscal e comitê de investimentos. Além disso, houve a segregação de recursos entre as áreas, de acordo com reportagem do Valor.

Para atender o novo marco legal, os bancos no Brasil iniciaram a implementação de novos mecanismos para “endowments”.

Em entrevista ao Valor, Alberto Monteiro Queiroz, vice-presidente da divisão de wealth management do Santander, disse “o endowment possibilita trazer perpetuidade, conveniência e transparência para os recursos, para base do legado familiar ou institucional da causa em si”.

Movimentação dos bancos para atender os “endowments” no Brasil

Segundo Alberto Queiroz, o Santander como banco global já detinha conhecimento sobre a gestão de “endowments”. Por isso, no Santander Brasil havia um entendimento em torno do assunto. Mas, agora foi criada uma área específica para o segmento, que agrupa profissionais de investimentos, advogados e de filantropia.

Alberto ressalta que o Banco fornecerá aconselhamento patrimonial, jurídico ou de investimento para os fundos.

Ademais, o Santander ajudará na gestão dos recursos dos fundos que podem ser compostos por moedas, imóveis e até obras de arte.

Já o BTG Pactual será o responsável pelo “endowment” da PUC-Rio.

Rogério Pessoa, sócio responsável pelo setor de walth management do BTG, em entrevista ao Valor, disse que o banco também segue as regras de análise de perfil de investidor para o endowments e para o fundo da PUC-Rio não poderia ser diferente.

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Diferença de mentalidade

Nos países desenvolvidos os fundos patrimoniais são bem robustos. Por exemplo, o fundo da Universidade Havard detém aproximadamente U$ 45 bilhões e o de Stanford U$ 25 bilhões.

No  Brasil, os principais fundos filantrópicos são ligados a bancos, como Fundação Bradesco R$ 45 bilhões, Fundação Itaú Social R$ 2,4 bilhões e Instituto Unibanco R$ 2,2 bilhões, conforme dados do Instituto para o Desenvolvimento Social (Idis).

Já o fundo patrimonial Amigos da Poli, pioneiro no país, detém R$ 30 milhões sob gestão. Diferença gigantesca para os fundos ligados a bancos ou aos principais “endwoments” internacionais.

 

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