Banco Mundial: PIB do Brasil vai crescer 3% em 2021, abaixo da média mundial

Paulo Amaral
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Crédito: Site Empreender em Goiás

O Banco Mundial divulgou nesta terça-feira (5) as previsões para o PIB dos países em 2021. De acordo com o órgão, o Brasil crescerá menos que a média global.

O relatório, intitulado “Perspectivas Econômicas Mundiais”, apontou que o PIB brasileiro deverá crescer 3% em 2021, enquanto a média global pode bater os 4%.

Segundo o Banco Mundial, os países da América Latina e Caribe devem acumular crescimento de 3,7% no ano. O Brasil também está abaixo da média prevista para os países emergentes, que é de 5%, muito por conta da China – sem a inclusão do país asiático, que deve crescer 7,9%, a projeção é de alta de 3,4%.

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Crescimento do mercado financeiro brasileiro

As contas também são mais pessimistas que a previsão de crescimento do mercado financeiro brasileiro. O boletim Focus desta segunda-feira (4) traz expectativa média de alta de 3,40% do PIB para 2021.

David Malpass, presidente do Banco Mundial, explicou as projeções divulgadas nesta segunda-feira.

“Embora a economia mundial pareça ter entrado em um período de recuperação moderada, os formuladores de políticas públicas enfrentam desafios tremendos — em termos de saúde pública, gestão da dívida, políticas orçamentárias, banco central e reformas estruturais — ao tentar garantir que esta recuperação global ainda frágil ganhe força e estabeleça a base para o crescimento robusto”.

Revisões podem mexer com o PIB, segundo Banco Mundial

O Banco Mundial deixou claro, no entanto, que as previsões do PIB, tanto para o Brasil quanto para outros países, pode se alterar no decorrer do ano. Foi isso o que aconteceu, por exemplo, em relação a 2020.

Na atual edição, a entidade afirmou que a queda de 2020 na economia global será de 4,3%, mas, na época do primeiro impacto da pandemia do novo coronavírus, a projeção apontava queda de 5,2%, sendo que a do Brasil era ainda pior, na casa dos 8%.

O Banco Mundial alegou que, no caso de uma boa surpresa, como o controle mais eficaz da pandemia, a estimativa de crescimento do PIB global em 2021 pode ser elevada para 5%.

O órgão alertou, contudo, que a questão fiscal, que sofreu ajustes e abriu exceções durante a pandemia, principalmente nos países emergentes, como o Brasil, precisará ter atenção.

“Nas economias em que as compras de ativos continuaram a expandir, sendo vistas como financiamento de déficits fiscais, esses programas podem erodir a independência operacional do banco central, sofrer o risco de deficiências da moeda que desancoram expectativas de inflação e aumentar as preocupações sobre a sustentabilidade da dívida”, pontuou a nota.

O Banco Mundial citou que o crescimento médio  da região da América Latina e Caribe, por exemplo, poderia despencar de 3,7% para 1,9%, afetando diretamente todos os países (ou a maioria) do bloco.

“No Brasil, a confiança em alta do consumidor e condições de crédito benignas devem apoiar a recuperação do investimento e consumo privado, impelindo o crescimento para 3%. O setor de serviços se recuperará mais lentamente do que o setor industrial em razão da aversão ao risco persistente entre os consumidores. Embora o estímulo fiscal seja necessário para amortecer o golpe da pandemia, o espaço fiscal já foi, em grande medida, esgotado e a dívida pública teve aumento acentuado. A credibilidade creditícia caiu em toda a região. A combinação de desigualdade enraizada de oportunidades, uma pior percepção da eficácia do governo e a elevação da pobreza poderiam reacender a instabilidade social”, concluiu o banco.

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