Banco do Brasil (BBSA3) e Caixa desistem de sair da Febraban

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Divulgação

A Caixa e o Banco do Brasil (BBSA3) anunciaram nesta sexta-feira (3) que não deixarão mais a Febraban. Ambos os bancos não pretendem cumprir a ameaça feita na semana passada pelos seus presidentes, contrários à adesão da entidade ao manifesto “A Praça dos Três Poderes”, feito pela Fiesp. O texto contava com apoio de outras 200 entidades empresariais.

O anúncio ocorre após a Febraban ter reafirmado na noite da véspera seu apoio ao manifesto, mas que respeitava posições contrárias dos bancos e se distanciando de movimento liderado pela Fiesp, das indústrias de São Paulo.

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Além disso, o manifesto, também subscrito por outras entidades setoriais, pedia harmonia entre os Poderes. As falas contrariaram o presidente Jair Bolsonaro, que tem tido embates frequentes com membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ou seja, os bancos controlados pelo governo federal tinham ameaçado deixar a Febraban.

Confira a nota do Banco do Brasil na íntegra

Após negociações respeitosas entre os membros da Febraban ocorridas nesta semana, e reconhecendo o esforço empreendido por todos na busca pelo diálogo e por soluções mediadas, como é tradição na Febraban, o Banco do Brasil esclarece que não tem intenção de se desassociar da Federação e reafirma seu respeito pelos pares e sua admiração pela importante história construída pela Federação em seus mais de 50 anos de existência.

“Chegamos a um entendimento que é fruto de discussões respeitosas entre as partes e que não inibe a livre expressão de qualquer membro da Federação. O comunicado da Febraban, por um lado, reafirmou sua convicção pelo conteúdo pacífico e equilibrado do manifesto e, por outro, acena ao BB e à CEF quando registra a desvinculação do movimento liderado pela FIESP, contribuindo para a solução do impasse”, disse Fausto Ribeiro, presidente do BB.

O BB também acredita que o episódio poderá, ao final, contribuir para reforçar mecanismos internos na Federação que favoreçam o diálogo e reforcem o papel da Febraban como importante agente de desenvolvimento do País.

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