Banco do Brasil (BBAS3): lucro deve avançar 11% ante 2º trimestre

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Divulgação / BB

O Banco do Brasil (BBAS3) é o último dos bancos de varejo brasileiros a divulgar seu balanço do terceiro trimestre de 2020. Os números chegam dia 5 de novembro, uma quinta-feira, antes do fechamento do mercado.

A expectativa é que o lucro líquido recorrente venha 19,15% abaixo do apresentado no terceiro trimestre de 2019.

Entretanto, deve aumentar 10,93% em relação ao segundo trimestre deste ano.

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Para esta análise, o portal EuQueroInvestir considerou as médias das projeções feitas por Planner, Eleven, UBS e Itaú BBA.

Serão R$ 3,673 bilhões, contra R$ 4,543 bilhões do terceiro trimestre de 2019 e R$ 3,311 bilhões no segundo trimestre deste ano.

Segundo a Planner, “a estratégia corporativa do Banco do Brasil permanece focada nos negócios com sinergia, na otimização de capital, no controle das despesas e nos investimentos no Banco Digital. Destaque para sua governança e a adequada gestão dos riscos de crédito e de liquidez”.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) é esperado na casa dos 12% a 13%.

Inadimplência em queda

A Planner lembra que a inadimplência “caiu em todos os segmentos”.

Graças à prorrogação de parte da carteira, sendo R$ 71,8 bilhões com base em junho passado, equivalente a 11,6% do total, e à antecipação das provisões, que gerou crescimento na cobertura dos créditos.

“Adicionalmente, houve impacto de operações baixadas para perdas, em linha com a constituição de provisões prudenciais”, diz a Planner.

“O BB sinalizou a continuidade do conservadorismo e que, provisões adicionais, caso necessário, serão feitas”, diz.

Espera-se um provisionamento de R$ 5,293 bilhões no terceiro trimestre de 2020.

Isso seria 10,39% a menos do que o trimestre anterior, e mais 35,03% do que o mesmo trimestre em 2019.

O Itaú BBA concorda com a Planner: “apesar dessa queda, o Banco do Brasil provavelmente adotará uma postura conservadora”.

A XP lembra que, “devido à carteira mais defendida que o mercado, esperamos inadimplência menor e recuperação mais rápida”.

Carteira do Banco do Brasil

A Eleven está confiante de que a carteira do BB terá uma performance melhor em 2020 e 2021. do que durante a crise de 2015 e 2016.

Naquele momento, o custo do crédito atingiu o pico de 4,1% contra 2,84% no segundo trimestre de 2020.

“A carteira de crédito do Banco do Brasil tem uma maior exposição ao agronegócio e crédito consignado, o que a torna mais defensiva do que os pares privados, e tem menos exposição a cheque especial e cartão de crédito rotativo”, diz a Eleven.

Além disso, a carteira do banco diminuiu a exposição em créditos para PME.

Juros sobre capital próprio (JCP)

Há a retomada das antecipações intermediárias de JCP, respeitando o mínimo de 25% do lucro líquido ajustado, reforça a Planner.

O BB aprovou a distribuição de R$ 0,1029 por ação na forma de JCP, referente ao terceiro trimestre.

Os juros foram pagos em 30 de setembro com base na posição acionária do dia 11 do mesmo mês.

O valor total do pagamento foi de R$ 293,382 milhões.

O retorno líquido foi de 0,3%.

“De 2021 em diante, estimamos uma distribuição de dividendos ou JCP de 35%”, diz a Planner.

Recompra de títulos

Além disso, o BB informou, em 20 de outubro, que exerceu opção de recompra do título de dívida emitido em 2009.

O cupom foi de 8,5% por 100% do seu valor de face, acrescido dos juros proporcionais e não pagos.

“A operação de recompra será realizada com recursos provenientes do caixa do BB e não trará impactos relevantes para os níveis de liquidez e de capital da instituição”, disse, em nota ao mercado.

Banco do Brasil no 2T20

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre de 2020.

Ou seja, foi uma queda de 23,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

O lucro líquido ajustado foi de R$ 3,3 bilhões no período, decréscimo de 25,3% em relação ao segundo trimestre de 2019.

De acordo com o BB, o resultado foi influenciado, principalmente, pela resiliência da margem financeira bruta, pressão nas receitas com prestação de serviços, diminuição das despesas com risco legal e aumento da PCLD ampliada.

O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) foi de 11,9%, uma redução de 5,7 pontos percentuais.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) totalizou R$ 5,907 bilhões no trimestre, um aumento de 42,4%.

Comportamento das ações do BB

No ano, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) perderam 40,56%, enquanto o Ibovespa recuou 16,48%.

Os dados compilados até o dia 29 de outubro e segue o padrão de perdas dos outros bancos de varejo nacionais.

No terceiro trimestre, BBAS3 caiu 7,87% (1º de julho a 30 de setembro), contra menos 0,48% do Ibovespa.

Em outubro, há uma recuperação pequena, com valorização de 4,52%.

No mês, o Ibovespa subiu, até o dia 29, apenas 2,09%.

Resultados avaliados e divulgados

O consenso das casas analisadas mostrou que os bancos vêm tendo um desempenho até superior.

No caso do Santander (SANB11), o primeiro dos bancos de varejo brasileiros a divulgar o balanço do terceiro trimestre, o resultado veio 23,28% acima do esperado.

Já o Bradesco (BBDC3 BBDC4), o lucro líquido recorrente veio 6,12% acima do consenso.

Ou seja, dentro do esperado.

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