Banco do Brasil (BBAS3): novo presidente diz que gestão estará alinhada com governo

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação/BB

Fausto de Andrade Ribeiro, novo presidente do Banco do Brasil (BBAS3) enviou uma carta aos funcionários para dizer o que espera da instituição em sua gestão.

De acordo com o agora principal executivo do órgão, seu comando será “austero”, e tendo como foco a lucratividade do BB.

Apesar de não ter citado nominalmente o presidente da República, Jair Bolsonaro, ao assumir o posto, Andrade Ribeiro deixou claro que sua linha de pensamento é semelhante, ou seja, contrária à privatização da instituição.

“O Banco do Brasil é de mercado, é do Brasil. Está listado em Bolsa, tem que ser lucrativo, competitivo e eficiente ao atender mais de 65 milhões de clientes no Brasil e no Exterior; e é do Brasil, porque cada brasileiro é um sócio desse Banco, que nos faz ser historicamente compromissados com o desenvolvimento econômico e social do País”, afirmou, segundo material obtido pelo Estadão/Broadcast.

Ribeiro teria afirmado ainda na carta que o Banco do Brasil tem que dar “retornos adequados” aos acionistas e a forma de fazer isso é “atuando de forma integrada e sinérgica com as diretrizes do seu controlador, o governo federal”.

“É inegociável buscar eficiência, lucros crescentes, rentabilidade compatível com as principais instituições financeiras”, cravou.

Polêmica marcou troca no Banco do Brasil

De acordo com o Estadão, a escolha de Fausto de Andrade Ribeiro não agradou à cúpula do Banco do Brasil.

Na última semana, Hélio Magalhães, presidente do Conselho, e José Guimarães Monforte, conselheiro independente, devolveram os cargos que ocupavam, assim como André Brandão, que pretendia reduzir o número de agências, algo que desagradou ao presidente Bolsonaro.

“As circunstâncias (da substituição), representadas por restrição inaceitável a atos da administração, emergiram e impedem efetivar medidas que visam realizar avanços na direção de ganhos de eficiência”, afirmou Monforte, em sua carta de renúncia.

“Acredito também que o processo de sucessão na liderança de empresas, principalmente as de capital aberto, não deve ser feita somente porque se detém o poder para fazê-las”, complementou.

Segundo o novo presidente do Banco do Brasil, há pela frente enormes desafios, principalmente com o surgimento de novas tecnologias, como o Pix, e de fintechs bem estruturadas.

Para ele, a chegada do Open Banking contribuirá para o crescimento ainda maior da rede bancária como um todo, pois as novas tecnologias “exigem novos modelos de negócio em um ambiente financeiro cada vez mais complexo”.