O Banco do Brasil (BBAS3) registrou um lucro líquido de R$ 5,5 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 72,1% na comparação com o mesmo período de 2020 e de 30,7% na base trimestral.
A margem financeira bruta ficou em R$ 14,4 bilhões entre abril e junho deste ano, crescendo 0,6% na base anual.
Na comparação trimestral, ouve um recuo de 1,2%, explicado, segundo o banco, pelo crescimento das despesas financeiras de captação comercial. Esse número ficou negativo em R$ 4,5 bilhões, ante R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre e R$ 3,7 bilhões no mesmo período do ano passado.
“A despesa financeira foi influenciada pelo crescimento de depósitos a prazo e de depósitos judiciais, em ambos casos sensibilizados pelo movimento de alta da taxa básica de juros (Selic) e pelo crescimento dos saldos médios”, explicou.
Banco do Brasil (BBAS3): Os principais números do balanço
Lucro líquido ajustado
- 2TRI21: R$ 5,03 bilhões
- 2TRI20: R$ 3,3 bilhões
Margem financeira bruta
- 2TRI21: R$ 14,3 bilhões
- 2TRI20: R$ 14,2 bilhões
Receitas operacionais totais
- 2TRI21: R$ 23,5 bilhões
- 2TRI20: R$ 23,2 bilhões
Receita com operações de crédito avança
A receita com operações de crédito foi de R$ 18,1 bilhões, alta de 3,5% na base anual e de 4,8% na trimestral.
Destaque, nesse faturamento, para o crescimento da receita obtida com as pessoas jurídicas e com o agronegócio. A PJ chegou a R$ 4,1 bilhões, alta de 6,7% na base trimestral e de 8,3% na anual. A do agronegócio avançou 7,9% na comparação com o intervalo de janeiro a março e 8,9% ao se levar em conta o mesmo período do ano passado, ficando em R$ 3,4 bilhões.
No setor de pessoas físicas, o Banco do Brasil teve receita de operações de crédito de R$ 9,5 bilhões, crescendo de forma mais modesta: alta de 0,8% no ano e de 4,8% no trimestre.
A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 766,5 bilhões no fim de junho, crescendo 1,1% na comparação com março deste ano e 6,1% na base anual.
Setor de agronegócio é destaque em carteira de crédito
O setor de agronegócio foi o que mais cresceu, com o total emprestado avançando 3,7% na comparação com março, chegando a R$ 205,9 bilhões.
A carteira de pessoas físicas ficou em R$ 240,6 bilhões, crescendo 2,8%, com o destaque para o crédito consignado que, pela primeira vez, superou a marca de R$ 100 bilhões. A carteira de crédito imobiliário, por outro lado, regrediu 3,4% em 12 meses, ficando em R$ 46,3 bilhões.
A quantia emprestada a pessoas jurídicas, por outro lado, regrediu 1,7%, para R$ 282 bilhões, muito impactada pela redução de operações envolvendo o Governo Federal, de mais de 9% na comparação com março.
A qualidade de crédito do Banco do Brasil melhorou frente à março, com o índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias fincando em 1,86%, frente 1,95% em março e 2,84% em junho de 2020.
As provisões para créditos de liquidação duvidosa retrocederam para um saldo de R$ 2,8 bilhões, muito menor do que os R$ 5,7 bilhões registrados no mesmo período de 2020, apesar de uma leve alta na base trimestral, de 13,8%.
Em parte, essa alta na base trimestral é explicada pelo leve aumento do risco de crédito referente ao crescimento da inadimplência do Sistema Financeiro Nacional, que saiu de 2,20% para 2,30%.
Receita com prestação de serviços cresce
A receita com a prestação de serviços foi de R$ 7,2 bilhões no segundo trimestre, crescendo 4,8% na base trimestral e 3,5% na base anual.
Segundo o banco, foram destaques no trimestre a renda dos mercados de capitais, que avançaram 83,9%, de operações de crédito, 24,4% e dos consórcios, com alta de 11,1%.
As despesas administrativas do Banco do Brasil ficaram em R$ 7, 9 bilhões, crescimento de 0,1% na base anual e de 1,6% na comparação trimestral.
A alta teria sido causada principalmente pelo segmento “outros” e se deu a despeito da queda com gasto com pessoal, que recuou 0,6%, com os programas de desligamento.
Banco do Brasil anuncia JCP
Além de divulgar seu balanço, o banco anunciou que distribuirá R$ 986,1 milhões no formato de juros sobre capital próprio, no valor de R$ 0,346 por ação.
O pagamento será feito no dia 31 de agosto e as ações serão negociadas ex-proventos a partir do dia 23 do mesmo mês.