BC: fluxo cambial de julho registra saldo negativo de US$ 3,3 bi

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/ Unsplash

O Banco Central do Brasil (BCB) divulgou nesta quarta-feira (5) o resultado do fluxo cambial no mês de julho: saldo negativo de US$ 3,281 bilhões, 13,73% pior do que o apurado em junho, quando o fluxo ficou negativo US$ 2,885 bilhões.

No ano, o acumulado negativo está em US$ 15,817 bilhões.

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O único mês que apresentou saldo positivo foi maio, com US$ 3,079 bilhões. Todos os outros viram mais dólares saírem do que entrarem no país.

Na comparação com os sete primeiros meses de 2019, quando a conta ficou negativa em US$ 2,209 bilhões, o “rombo” aumentou em 615.99%.

Na comparação com julho de 2019, quando o saldo ficou positivo em US$ 2,912 bilhões, a diferença é de 212,67% para pior.

Conta comercial e financeira

A fuga de dólares se deu em maior proporção no setor financeiro.

Enquanto no acumulado do ano a conta comercial brasileira apresentou um saldo positivo de US$ 27,345 bilhões, fruto de US$ 118,529 bilhões de exportações e US$ 91,184 bilhões em importações, o setor financeiro ficou negativo em US$ 43,164 bilhões.

O mesmo fenômeno se deu em julho.

Com US$ 14,648 bilhões entrando com produtos exportados e US$ 12,909 bilhões saindo com importações, o saldo ficou no azul em US$ 1,738 bilhão.

Mas no setor financeiro, a conta ficou negativa em US$ 5,020 bilhões, 5,85% a mais do que os US$ 4,742 bilhões negativos de junho.

Banco Central e a pandemia

A explicação mais lógica para as diferenças brutais no setor financeiro é que os investidores buscam mercados mais sólidos e seguros em tempos de graves crises como a que o mundo vive atualmente.

A pandemia do novo coronavírus deixa investimentos em mercados em desenvolvimento envoltos em mais incertezas.

Ou seja, diante de um cenário que não parece se alterar tão cedo, o fluxo cambial também não deve se alterar, apresentando novas saídas líquidas nos meses seguintes.

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