BC reduz estimativa de queda do PIB para 5% em relatório de inflação

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Banco Central (BC)/Divulgação

O Banco Central (BC) reduziu a estimativa de queda do PIB no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado nesta quinta-feira (24). As projeções para 2020 agora apontam para uma retração de 5%, o que representa uma melhora em relação ao relatório de junho, quando estimava queda de 6,4%.

Quanto aos componentes do PIB, para o Banco Central a Agropecuária deve crescer 1,3% (ante 1,2% do relatório anterior); Indústria deve ter um recuo de 4,7% (-8,5% antes) e Serviços deve cair 5,2% (-5,3%).

A expectativa para o consumo das famílias passou para -4,6% (ante -7,4%) e o consumo do governo deve recuar 4,2% (+0,2% antes)

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A queda dos investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) deve ser de 6,6% (ante -13,8%)

Para 2021, é esperada alta do PIB de 3,9%.

BC não atera IPCA

Com relação à inflação oficial do país, a expectativa é de uma variação do IPCA de 2,1% para 2020, considerando o cenário de juros e câmbio constantes, mesma previsão do RTI de junho.

Também no cenário constante, o IPCA esperado para 2021 é de 3% e para 2022, 3,80%.

No relatório, o BC reitera que não pretende reduzir o grau de estímulo monetário. No entanto, afirma que o espaço para cortes na Selic deve ser pequeno por questões prudenciais e de estabilidade financeira. Também afirma que não estão previstas elevações dos juros enquanto os índices de inflação estiverem dentro das metas.

Sobre a recuperação da economia, o documento do BC afirma que “a recomposição da renda e os demais programas do governo vêm permitindo que a economia brasileira se recupere relativamente mais rápido que a dos demais países emergentes”.

O banco também diz que a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia segue acima da usual, principalmente para o período a partir do final deste ano, com a redução do programa de auxílio emergencial.

Crédito

Com relação ao crédito total, o Banco Central prevê crescimento de 11,5% em 2020, ante previsão anterior de crescimento de 7,6%. O saldo de operações com pessoas físicas passou para alta de 7,8% e de empresas, para 16,5%. Para 2021, o crédito deve subir 7,3%.