Banco Central informa que crédito bancário cresceu 1,9% em setembro

Paulo Amaral
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Crédito: Foto: Pixabay

O Banco Central informou nesta segunda que o crédito bancário oferecido no mês de setembro apresentou uma alta de 1,9%, alcançando um total de R$ 3,809 tri.

De acordo com Renato Baldini, chefe-adjunto do Departamento de Estatísticas do BC, o cenário atual pode ser considerado altamente positivo.

“Nós vemos crédito em expansão, alcançando diferentes segmentos da economia, desde grandes e pequenas empresas”, pontou.

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“Temos taxas de juros historicamente baixas e em declínio, e tudo isso em um cenário favorável em termos de inadimplência, que se encontra em níveis historicamente baixos também”, completou o executivo.

Segundo a autarquia, as concessões totais de crédito somaram R$ 367 bilhões em setembro, uma elevação de 6,5%.

A inadimplência média passou de 2,6% em agosto para 2,4% em setembro, com a taxa entre pessoas físicas caindo de 3,3% para 3.1%, e de empresas recuando de 1,8% para 1,%.

BC destaca crédito em alta para empresas e pessoas físicas

Segundo o relatório do BC, houve alta em setembro tanto no crédito destinado para empresas quanto para pessoas físicas.

O primeiro registrou aumento de 2,6% no volume total, somando R$ 1,688 trilhão.

Em relação às pessoas físicas, a alta foi de 1,4%, com o estoque totalizando R$ 2,121 trilhões ao fim dos 30 dias do mês.

Ao analisar o recorte dos últimos 12 meses, o cenário apontou crescimento do volume total do crédito bancário de 12,2% para 13,1%.

A alta mais uma vez foi estimulada tanto pelas operações com empresas, cuja expansão subiu de 16,6% para 18,3%, quanto por pessoas físicas, que registraram aumento do crescimento de 8,9% para 9,3%.

Cartão de crédito e cheque especial

O relatório apontou que a taxa média de juros apresentou variações diferentes em relação às operações com cartão de crédito e envolvendo cheque especial de pessoas físicas.

No primeiro caso, a taxa apresentou baixa de 310,2% ao ano, em agosto, para 309,9% ao ano em setembro.

No que tange ao cheque especial, a taxa passou de 112,9% ao ano em agosto (6,5% ao mês) para 114,2% ao ano em setembro, número que é equivalente a uma taxa de 6,6% ao mês.

Linhas emergenciais e juros bancários

De acordo com Renato Baldini, apesar dos relatos dos pequenos empresários sobre dificuldades em obter linhas emergenciais, os números apontam um cenário de mudança.

“No ano de 2020, o crédito para as micro empresas mostra um crescimento de 24,4%, para as pequenas de 17%, médias 10,6% e grandes 12,6%”, comentou.

“Embora a gente não tenha uma pesquisa diretamente com as empresas para avaliar o quanto tem sido fácil ou não o acesso ao crédito, a partir dos dados que possuímos a impressão é do sucesso no alcance para esse segmento”, emendou.

Juros bancários

Os juros bancários médios com recursos livres de pessoas físicas e empresas apresentaram retração, passando de 26,5% ao ano, em agosto, para 25,7% ao ano em setembro.

Nessa conta do Banco Central não estão inclusos empréstimos habitacionais, rurais ou do BNDES.

Segundo Baldini, a redução dos juros bancários médios em setembro está relacionada a alguns fatores, como queda da Selic, programas de crédito emergenciais com juros menores e menor utilização do crédito rotativo.

Spread Bancário

O Banco Central informou ainda que o spread bancário passou de 22,1% para 21,1% entre agosto e setembro.

Nas operações com pessoas físicas, a redução foi maior, de 34,2 pontos em agosto para 32,8 pontos no último mês.

Esse índice é calculado pela soma obtida com o lucro dos bancos, taxa de inadimplência, custos administrativos, depósitos compulsórios e tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.

*Com informações do G1

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