Banco Central deve retirar forward guidance em março, prevê UBS

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O BC (Banco Central) deve retirar o forward guidance na reunião de março, estima o economista Fabio Ramos, do UBS.

Em entrevista ao site Investing, ele estimou que o Banco Central deve mudar, na reunião da próxima semana, a comunicação da decisão de política monetária em relação a dezembro.

Segundo ele, as políticas monetária e fiscal do país conseguiram controlar o impacto da Covid-19 no PIB no curto prazo.

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Porém, o desempenho veio às custas de um aumento do déficit e da dívida pública. Assim, segundo ele, o cenário só vai se alterar quando o país chegar a um consenso político em torno dos temas mais relevantes para a economia. Entre eles estão as reformas necessárias para avançar.

Previsões para 2021

O UBS prevê um IPCA de 3,4% para o fim do ano, mas elevado a 6% entre maio e junho antes de desacelerar. Para a Selic a previsão é de 4%, com altas em junho. Já o PIB deve ficar em 3,5%, apesar de cair 0,7% no primeiro trimestre. Já para câmbio a expectativa é R$ 4,95 até o fim do ano.

“Antes, a inflação estava muito abaixo da meta, principalmente durante a pandemia. O que aconteceu de uns dois ou três meses para cá foi que a economia mostrou mais sinais de aceleração, a inflação em tempo real, do dia a dia, subiu mais que o esperado e, principalmente, as expectativas de inflação para frente começaram a subir um pouco e a diminuir a diferença em relação à meta oficial. As expectativas para 2022 estão na meta e as de 2021 começaram a ficar mais próximas”, disse Fabio Ramos ao Investing.

Reformas importantes

Entre os temas importantes que devem impactar o mercado nos próximos meses ele cita a eleição para o Congresso, discussões sobre os gastos fiscais, auxílio emergencial, entre outros.

Entre as reformas, segundo ele, a mais urgente é a PEC Emergencial, pois criará instrumentos necessários para lidar com os gastos do governo superando a regra do Teto, por exemplo.

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