Banco Central Europeu mantém política monetária

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Como aguardado pelo mercado, a reunião desta quinta-feira (16) do conselho de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) não trouxe novidades.

O BCE decidiu por manter inalteradas as taxas de juros básica (0%). Também a taxa de facilidade permanente de depósito (-0,5%). E a taxa de facilidade permanente de cedência de liquidez (0,25%).

De acordo com o relatório da reunião, “O Conselho do BCE espera que as taxas de juros se mantenham nos níveis atuais ou em níveis inferiores”. Isto até que as perspetivas de inflação estejam a convergir de forma “robusta”. A meta de inflação com que trabalha o BCE segue em 2%.

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Também ficou decidido que permanece sem novos incrementos o programa de compra de ativos. Iniciado em março, como estímulo contra a crise do coronavírus, o programa teve um aporte no mês passado. E alcançou um total de 1,350 trilhões de euros.

As aquisições continuarão a ser realizadas de forma flexível até ao final de junho de 2021. Ou até o Banco Central Europeu entender que a crise atual chegou ao fim.

Por fim, o BCE definiu que as aquisições do programa de compra de ativos prosseguirão a um ritmo mensal de 20 bilhões de euros. E que a instituição segue fornecendo liquidez ampla através de operações de refinanciamento.

Ainda hoje, no período da tarde, a presidente do BCE, Christine Lagarde, concede entrevista coletiva a respeito das decisões do banco.

Banco Central Europeu prevê PIB de -8,7%

As últimas projeções econômicas do BCE apontam para uma contração de 8,7% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2020. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) faz aposta mais grave: -10,2%.

Falando em um evento no final de junho, a presidente do BCE afirmou que a pior fase da crise do coronavírus “provavelmente” ficou para trás. Mas que ainda não é possível descartar a possibilidade de uma segunda onda.