Em ata, Banco Central Europeu indica redução das compras de títulos no próximo trimestre

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Em ata de sua última reunião divulgada nesta quinta-feira (8), o Banco Central Europeu afirmou que o ritmo de compras de títulos será determinado, de agora em diante, em avaliações trimestrais. E que no próximo trimestre, deve ocorrer uma desaceleração nas compras, de acordo com a realidade do mercado.

O BCE separou 1,85 trilhão de euros em seu Programa de Compras Emergenciais da Pandemia, mas repetiu que pode não necessariamente gastar todo esse volume.

Segundo a presidente do BCE, Christine Lagarde, a pandemia ainda terá impacto significativo sobre o crescimento econômico da zona do euro nos próximos meses, mas os riscos de longo prazo estão diminuindo. O crescimento virá, ela disse, assim que as medidas de lockdown forem suspensas, a partir da vacinação da população.

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Ela reafirmou que a política monetária acomodatícia continuará na região até que não se faça mais necessária. E, assim como o banco central americano, Federal Reserve (Fed), minimizou a alta atual nos rendimentos dos títulos do governo.

“Isso ocorreu principalmente por conta da expectativa de inflação mais elevada e de melhores perspectivas para a economia global”, explica a ata. Segundo o BCE, os fortes estímulos fiscais anunciados pelo governo americano e a alta nos preços das commodities vêm impactando a inflação, mas com efeito passageiro.