Banco Central Europeu anuncia ampliação de Programa de Emergência e mantém taxa de juros

Paulo Amaral
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Foto: Reprodução/Pixabay

O BCE (Banco Central Europeu) anunciou o aumento em seu Programa de Compras de Emergência na Pandemia em 600 bilhões de euros, totalizando 1,35 trilhão.

De acordo com a instituição financeira, a ampliação do PEPP valerá pelo menos até junho de 2021, com as compras sendo conduzidas de maneira flexível e perdurando até que a crise do coronavírus seja superada.

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“O PEPP já demonstrou que é um programa com muito sucesso”, comentou Christine Lagarde, presidente do BCE.

“Pouco depois de o termos lançado, no dia 18 de março, permitiu-nos evitou a espiral decrescente nos mercados financeiros e reduziu riscos persistentes nessa altura, e sem o qual teríamos estado numa situação seriamente diferente em termos das perspectivas do crescimento e da inflação”, completou a executiva.

APP

O Programa de Compras Ativos (APP, em inglês) também foi discutido na reunião de política monetária realizada nesta quinta-feira (4) e, ao contrário do PEPP, manteve-se inalterado.

Com isso, serão investidos 120 bilhões de euros em parcelas mensais de 20 bilhões.

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O Banco Central Europeu informou, no entanto, que as compras do APP serão realizadas “pelo tempo que for necessário”.

Juros

A taxa de juros básicos, a princípio, continuará inalterada, mas pode até vir a ficar mais baixa, segundo comunicado do BCE.

A intenção da instituição é de uma taxa ligeiramente inferior a 2% “até que a perspectiva de inflação convirja de forma robusta”.

Recuperação econômica

Banco Central Europeu

Em entrevista para o Expresso, de Portugal, a presidente do Banco Central Europeu abordou também as projeções para o PIB da zona europeia nos próximos anos.

De acordo com os especialistas do BCE, os cenários apontam para uma recuperação de 5,2% em 2021 e 3,3% em 2022, o que revela que só em 2023 o PIB da zona euro regressará ao nível de 2019.

Lagarde ressaltou ainda que os técnicos prepararam dois cenários alternativos, um mais pessimista (queda de 12,6% em 2020) e outro mais otimista (queda de 5,9% em 2020 seguida de um crescimento de 6,8%), o que permitiria o ‘V’ do setor econômico.

Desemprego ainda preocupa

Apesar da recuperação econômica apontada para acontecer em 2021, o desemprego na zona euro atingirá o pico.

O levantamento do BCE apontou que ele chegará a 10,1% em 2021, depois de registrar 7,6% em 2019 e 9,8% em 2020.

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