Banco Central diz que juros serão tratados com cautela após o fim do ano

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.

Crédito: Divulgação / Reuters

Novos cortes na taxa Selic – indicador básico da economia -, hoje em 5% ao ano, serão analisados com muita cautela neste fim de ano e no início de 2020.

Quem garantiu isso foi Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em audiência realizada na Comissão Mista de Orçamento do Congresso.

“O Copom [Comitê de Política Monetária] cortou a Selic para 5%. Deixamos indicado que entendemos que é possível fazer mais um movimento de igual magnitude e entendemos que qualquer movimento adicional tem que ser feito com cautela”, declarou Campos Neto à Agência Brasil.

A expectativa é que o índice feche o ano em 4,5% após a última reunião de 2019, marcada para dezembro, e que a Selic, e não o dólar, seguirá como principal instrumento para conter a alta dos preços.

“O importante para gente é como o câmbio alimenta o canal de inflação. Eu disse que o importante é ver se esse movimento de câmbio está fazendo que a expectativa de inflação, na frente, seja elevada, porque isso acaba contaminando a curva de expectativa da inflação e, se isso estiver acontecendo, obviamente temos que agir, e me referi aos juros e não ao câmbio”.

O presidente do BC reiterou o que havia dito anteriormente sobre a alta da moeda norte-americana e garantiu que o órgão só tomará qualquer providência em relação ao dólar caso a alta do mesmo impacte diretamente nos índices da inflação.