Banco Central dá sinal verde para Nubank comprar a Easynvest

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução site oficial Nubank

O Banco Central autorizou nesta terça-feira (4) a venda da corretora Easynvest para o Nubank, passo final para o fechamento do negócio iniciado em setembro do ano passado.

Antes do BC dar o sinal verde, a instituição já havia recebido o aval do Conselho Administrativo de Defesas Econômica (Cade) para seguir com a transação.

De acordo com a Reuters, a transação envolve 1,5 milhão de clientes, além de R$ 26 bilhões em ativos sob a custódia da Easynvest.

Em nota enviada aos investidores, o Nubank informou que as duas autorizações ocorreram “de forma natural, sem quaisquer restrições ou apontamentos no meio do caminho”.

“Enquanto os trâmites finais da aquisição são tratados, o Nubank e a Easynvest avançam no plano de transição e integração dos serviços, em trabalho conjunto para os próximos passos. Por enquanto, as plataformas permanecem operando com experiências, aplicativos e centrais de atendimento distintos”, comentou o banco digital, em seu comunicado.

Nubank planeja IPO

Sacramentada a transação com a Easynvest, o Nubank, agora, quer avançar em sua base de negócios para os clientes, e prepara uma IPO na bolsa.

O banco digital conta com mais de 35 milhões de clientes espalhados pelo País, e já começou o planejamento para, segundo a empresa, “se reinventar no mercado de investimentos”.

Em meados de abril, o banco já havia iniciado testes na área, com três fundos multimercado.

Agora, com a fusão aprovada, Nubank e Easynvest trabalham no plano de transição e de integração dos serviços.

O Nubank

O Nubank foi fundado em 2013 no Brasil como emissor de um cartão de crédito de cor roxa e sem anuidade. Desde então, conquistou 34 milhões de clientes, lançou novos produtos e se expandiu pela América Latina.

Nos últimos sete anos, levantou 1,2 bilhão de dólares em várias rodadas de captação com fundos de venture capital.

Destino do dinheiro

O Nubank usará os recursos para expandir seus negócios no Brasil e também no México e na Colômbia, disse Velez, um colombiano formado na Stanford University e que fundou o Nubank após experiências negativas com bancos brasileiros como um expatriado em São Paulo.

O Nubank lançou operações em ambos os países em 2020 e ainda está escalando seus negócios por lá.

Planejamento

Também planeja lançar novos serviços, como cartões de crédito corporativos, impulsionar o crédito pessoal e expandir a sua unidade de corretagem Easynvest, principalmente com produtos voltados para pessoas de classe média.

“2021 é o ano em que buscaremos o crescimento da base de clientes e a diversificação de produtos”, disse Velez.

“Com mais produtos, nos tornaremos uma solução completa para os clientes.”