Banco Central cria núcleo de aceleração para a criação de fintechs

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).
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Crédito: Divulgação

Inspirado nas experiências do Banco da Inglaterra e da autoridade Monetária de Cingapura, O Banco Central (BC) criou um núcleo de apoio onde acelera o desenvolvimento de projetos técnicos com as fintechs (startups financeiras), informa reportagem do jornal O Estado de São Paulo.

Ao Estadão, Carolina de Assis Barros, diretora de administração do BC, explica que o “LIFT não é propriamente uma incubadora”, ou seja, não atua na fase de criação do projeto, mas que funciona como “uma aceleradora do projeto”.

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Barros explica que o BC percebeu que era necessário estar no “nascedouro dessas tecnologias” para assim lidar com o futuro do sistema financeiro.

Por se tratar de fintechs, o BC, explica Barros, entra com um olhar essencial: o regulatório e, dessa maneira, cria segurança aos investidores e aos clientes diante desses novos serviços.

O Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT), criado há dois anos, vai lançar em março deste ano a terceira chamada de inscrição para novos projetos.

Segundo a reportagem do Estadão, o projeto tem dado resultados e “protótipos acelerados” já começaram a receber financiamentos de investidores interessados.

A reportagem destaca duas fintechs que passaram pelo LIFT, são elas: BluPay, que recentemente teve 51% de suas ações adquiridas pela Valid (multinacional brasileira de serviços digitais e fabricação de cartões bancários), e a Nobli, fintech de crédito pessoal, que recebeu investimento da Redpoint eventures.

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