Banco do Brasil (BBAS3): BB DTVM precisará se adaptar para ser mais competitiva

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

O Banco do Brasil (BBAS3) realizou uma videoconferência nesta sexta-feira (26) com o CFO Carlos Andre para responder a questões de analistas de todo o país. Ele reforçou o compromisso do Banco do Brasil com mais eficiência operacional nos próximos anos e disse que o banco está avançando com seu plano de reestruturação. Também foram abordadas as questões sobre a Cielo, braço de gestão de ativos, governança corporativa, entre outros.

Sobre o braço de gestão de ativos BB DTVM, Carlos André destacou que a gestão de ativos é muito relevante para as receitas de taxas do banco.

A gestão vê uma mudança de direção para fundos com maior risco/retorno, enquanto o Banco do Brasil está mais focado nos produtos de renda fixa tradicionais.

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A pergunta, então é como o Banco do Brasil pode preparar soluções levando isso em consideração? Uma possibilidade é adaptar o modelo de negócios, enquanto outra é procurar parceiros com experiência complementar.

“De qualquer forma, a BB DTVM precisará se adaptar para ser mais competitiva”.

O Banco do Brasil está focado na otimização de resultados em segmentos onde tem vantagem competitiva, como clientes rurais e governamentais.

O objetivo é otimizar o relacionamento com todos os clientes, mesmo aqueles que não tem conta corrente. Outro foco é aprimorar a capacidade de oferecer soluções digitais. Com esta estrutura, haverá implicações estratégicas para o ativo de gestão e linhas de negócios de cartões.

Soluções para a Cielo em discussão

O Banco do Brasil está discutindo com o Bradesco soluções para a Cielo. Não existe uma solução final, mas eles levarão em consideração os seguintes aspectos:

  • O melhor produto deve ser oferecido aos clientes;
  • Como o mercado mudou;
  • A parceria com o Bradesco; e
  • O senso de urgência.

Pagamentos é um segmento estratégico para o negócio bancário. Então, o Banco do Brasil não deixará de oferecer pagamentos em geral. O mercado vem mudando e deve mudar ainda mais no futuro.

Segundo o CEO, o BB se preocupa com seus investimentos na Cielo e no retorna que ele gera.

“O setor de adquirência está ganhando mais dinheiro com produtos bancários do que com pagamentos, então o Banco do Brasil está levando isso para consideração”, diz o BTG.

O Banco do Brasil é cauteloso no tema do aumento das taxas de juros. Não vê qualquer preocupação adicional em relação à intervenção do governo nas taxas

O NIM do banco é um ponto crítico em termos de estratégia. As taxas de juros devem subir e o balanço está mais indexado à taxa Selic.

O NIM deve estar em linha com o guidance, mas depende dos concorrentes.