Banco ABC (ABCB4) lucra 34,1% a menos em 2020 no comparativo com 2019

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Reprodução / ABC Brasil

O Banco ABC (ABCB4) registrou lucro de R$ 322 milhões em 2020. Ou seja, queda de 34,1% no comparativo com o ano anterior, que foi de R$ 528,3 milhões.

No ano da pandemia da Covid-19 as despesas com provisões do banco saltaram 152%. Assim, passaram de R$ 122 milhões para 307,4 milhões. No relatório da administração que detalha as demonstrações, o Banco ABC Brasil atribuiu o forte aumento a uma gestão “conservadora” da carteira de crédito.

O lucro líquido atingiu R$ 106 milhões no quarto trimestre de 2020, crescimento de 44,2% em relação ao trimestre anterior e queda de 11,4% em relação ao mesmo período de 2019.

O Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Líquido (ROAE) no 4TRI20 foi de 10,0% no trimestre e de 7,8% no acumulado do ano.

A margem financeira de 2020, que representa as receitas do banco com operações de crédito a aplicações financeiras, subiu 14,4%. Assim, o indicador ficou em R$ 1,13 bilhão.

A margem financeira com clientes em 2020 subiu 33,8%, como consequência do aumento das concessões de crédito.

A carteira de empréstimos do Banco ABC apresentou um crescimento de 8,9% no trimestre e 21,8% no ano.

A NIM (taxa anualizada da margem financeira gerencial) foi de 3,2% a.a. no 4T20, estável em relação ao trimestre anterior e redução de 0,2 p.p em relação ao mesmo período de 2019, provocado principalmente pelo impacto da redução da taxa Selic no Patrimônio Líquido remunerado a CDI.

 

Banco ABC divulga guidance para 2021

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (08) o Banco ABC divulgou seu guidance para 2021, ou seja, as projeções de crescimento para este ano.

A estimativa do banco é de crescimento da carteira de crédito expandida de 12% a 16%.

Para a carteira de crédito expandida do segmento middle a expectativa é de crescimento entre 45% a 55%.

Já o crescimento de despesas (pessoal, outras administrativas e PLR) deve ser entre 16% a 18%.

Por fim, o banco afirmou que “estas projeções assumem a continuidade na expansão da margem com clientes, a redução das despesas de provisão a níveis mais próximos à média do ciclo de crédito, além da recuperação da receita de serviços e do fim do impacto da limitação da distribuição de proventos na taxa efetiva de imposto. Estes efeitos combinados tendem a gerar uma normalização no nível de rentabilidade de forma gradual, o trazendo mais próximo à média histórica recente”, explica o Banco ABC.