Balanços: semana tem Lojas Renner (LREN3) e Usiminas (USIM5)

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Em uma safra de balanços estendida, nesta semana saem os balanços de Lojas Renner (LREN3) Usiminas (USIM5), Cogna (COGN3) e Marfrig (MRFG3).

Devido à pandemia do Covid-19, a CVM liberou às empresas reportarem seus balanços após os 45 dias do encerramento do exercício.

Assim, ao invés do término da safra em 15 de maio, os investidores acompanharão mais resultados nas próximas semanas.

Resultados desta semana:

  • Hermes Pardini (18/5),
  • Marfrig (18/5),
  • Banco Inter (19/5),
  • Equatorial Energia (19/5),
  • Aliansce Sonae (20/5),
  • Unidas/Locamerica (20/5),
  • Lojas Renner (21/5),
  • Cogna Educação (21/5),
  • Guararapes (21/5),
  • Valid (21/5),
  • Usiminas (22/5),

Próxima semana:

  • Magazine Luiza (25/5),
  • Iguatemi (26/5),
  • Arezzo (27/5),
  • C&A (27/5),
  • Eletrobras (28/5),
  • MRV (28/5),
  • Cosan (29/5),

Junho:

  • IMC (1º/6),
  • Fras-Le (3/6),
  • BRMalls (4/6),
  • Linx (8/6),
  • Positivo Tecnologia (8/6),
  • Helbor (9/6),
  • BR Distribuidora (10/6)
  • Indusval (15/6)
  • IRB (18/6),
  • Engie (24/6),
  • CVC (29/6) e
  • Liq (29/6).

Balanços:

Até o fechamento do pregão de sexta-feira (15), 89% das empresas reportaram seus balanços, segundo a XP.

 

Desse total, a maior parte (37%) dos resultados ficou abaixo do esperado, acima do esperado (30%) e em linha (33%).

Já considerando XP mais consenso do mercado, 42% ficaram abaixo, 38% em linha e 20% acima.

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Bolsa

Assim como ocorreu em nove dos últimos dez anos, a bolsa vem registrando desempenho negativo no mês maio.

Ano passado, os investidores viviam em maio a expectativa positiva em relação à tramitação da reforma da Previdência.

Dessa forma, o quinto mês do ano passado registrou alta no Ibovespa.

Entretanto, neste ano, o foco está concentrado nos estragos econômicos e na possibilidade de uma segunda onda de contaminação pela pandemia do novo coronavírus.

Além disso, os investidores avaliam os desdobramentos da crise política do governo do presidente Jair Bolsonaro.

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Resultado em maio

Como consequência, até o fechamento desta sexta-feira (15), o Ibovespa acumula perdas de 3,66% na primeira metade de maio, enquanto no ano desvaloriza-se 32,94%.

Em meio à todo este ambiente conturbado, o real apresenta forte perda de valor frente ao dólar, que já soma 45% este ano.

Seu último fechamento foi R$ 5,82; dia 2 de janeiro valia R$ 4,02.

No entanto, na última semana, a cotação bateu nos R$ 5,96 e as apostas no mercado são de que é questão de tempo para superar os R$ 6,00.

Aversão ao risco

Parte do cenário de aversão ao risco foi desencadeada na última semana após um duro discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

Segundo ele, a perspectiva de uma lenta recuperação econômica nos EUA e a expectativa da necessidade de medidas adicionais de estímulo à atividade.

Em paralelo, crescem as tensões comerciais sino-americanas, com o presidente Donald Trump querendo endurecer as negociações com a China.

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Semana econômica

Nesta semana, Powell voltará a discursar, na terça-feira (19) e na quinta-feira (21).

Adicionalmente, será divulgada na quarta-feira (20), às 15h, a ata da última reunião do Federal Open Market Committee (Fomc) do Federal Reserve (Fed).

Na última reunião, o Fed decidiu manter as taxas entre 0% e 0,25%.

Ainda nos Estados Unidos, uma série de indicadores serão conhecidos, concentrados na quinta-feira (21):

  • Pedidos iniciais de seguro-desemprego,
  • atividade industrial da Filadélfia,
  • PMI industrial e de serviços,
  • vendas de casas usadas e
  • indicadores antecedentes.

Brasil

Por aqui, a semana de indicadores começa o tradicional Focus do Banco Central, nesta segunda (18), que na última edição ampliou para queda de 4,1% a expectativa de queda do PIB para este ano.

Contudo, a expectativa é de que uma nova redução possa ser projetada pelo mercado, já que o próprio governo elevou a previsão de retração do PIB, este ano, para 4,7%.

Selic

Também vale ficar de olho nas projeções para os juros, no Focus.

Na última divulgação, o Focus passou a projetar uma Selic em 2,5% a.a. ao final deste ano, ante 2,75% a.a. da divulgação imediatamente anterior.

Entretanto, os juros de longo prazo apresentam taxas mais elevadas – como a curva DI para o vértice de janeiro de 2031, que abriu 32 pontos-base desde a semana passada.

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Fonte: Elaboração XP Investimentos