Balanço dos balanços: empresas mostram um retrato do 2TRI20

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: portal24.com.br

A temporada de balanços do segundo trimestre de 2020 chega ao fim mostrando em números o tamanho do impacto da pandemia do novo coronavírus nos resultados das empresas brasileiras.

Muitas delas foram bastante impactadas com as medidas de isolamento social decretadas por governos estaduais e municipais. Umas positivamente, outras negativamente.

Aqui, a redação do Eu Quero Investir! reúne pontos importantes que apareceram no balanço de algumas empresas-chave listadas na bolsa de valores.

Veja como elas se comportaram nesse trimestre, separadas por setores.

O que você verá neste artigo:

Varejo

Via Varejo (VVAR3) reverte prejuízo em lucro de R$ 65 mi

O balanço da Via Varejo (VVAR3) registrou um lucro líquido de R$ 65 milhões, revertendo prejuízo de R$ 162 milhões em igual período do ano passado.

De acordo com a empresa, o resultado foi impactado pelo desempenho da operação com excelente performance do e-commerce, mas desalavancagem operacional por conta da queda de receita, custos fixos vinculados ao fechamento de lojas na pandemia e aumento da despesa financeira.

O lucro antes de juro, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 555 milhões, uma elevação de 45,7%.

A margem Ebtida atingiu 10,1%, alta de 4,9 pontos percentuais.

Já o Ebtida ajustado totalizou R$ 555 milhões, alta de 45,7%.

Enquanto a margem Ebtida ajustado ficou em 10,5%, alta de 4,2 p.p.

B2W (BTOW3) tem queda de 41,5% no prejuízo

A B2W (BTOW3) registrou um prejuízo de R$ 74,6 milhões no segundo trimestre de 2020.

É uma melhora de 41,5% na comparação com igual período do ano passado.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 114,3 milhões, uma melhora de 27,8% sobre as perdas financeiras no segundo trimestre de 2019.

As despesas somaram R$ 576,4 milhões, contra R$ 344,7 milhões no mesmo período de 2019.

A geração de caixa da B2W foi de R$ 72,4 milhões.

O balanço informa que o Ebtida ajustado somou R$ 184,7 milhões, uma elevação de 67,6%.

A margem Ebtida atingiu 7,6%, baixa de 0,1 pontos percentuais.

Magazine Luiza (MGLU3) reverte lucro em prejuízo de R$ 64,5 mi

A Magazine Luiza (MGLU3) registrou um prejuízo de R$ 64,5 mi, revertendo lucro de R$ 386,6 milhões no mesmo período de 2019.

De acordo com a empresa, o resultado foi impactado principalmente pelo fechamento temporário das lojas físicas no trimestre.

As vendas totais cresceram 49% no segundo trimestre deste ano.

Enquanto isso, o e-commerce disparou 182% no período, atingindo R$ 6,7 bilhões e 78% das vendas totais.

Conforme a Magazine Luiza, as vendas online cresceram o triplo do mercado.

Isso aconteceu em função dos novos hábitos de consumo durante a pandemia, o e-commerce formal brasileiro cresceu 70,4% no trimestre, segundo o E-bit.

“O Magalu foi além, cresceu 2,6x o mercado,e assumiu a liderançado e-commerce formal”, diz a empresa.

O Ebtida somou R$ 143,7 milhões, uma diminuição de 62,2%.

A margem Ebtida atingiu 2,6%, baixa de 6,2 pontos percentuais.

GPA (PCAR3) registra queda de 20,3% no lucro

O GPA (PCAR3) divulgou lucro líquido totalizou R$ 333 milhões, um desempenho 20,3% inferior ao registrado em igual período de 2019.

Mas quando analisado o lucro líquido das operações em continuidade houve crescimento de 322%, totalizando R$ 274 milhões contra R$ 65 milhões.

A empresa atribui o resultado à melhoria operacional do grupo e à assertividade das estratégias adotadas, com retomada importante do Multivarejo.

Além disso, à consistente performance do Assaí e consolidação do forte resultado do Grupo Éxito.

Isso mais que compensaram a maior depreciação e o maior custo da dívida.

O Ebtida ajustado somou R$ 1,577 bilhões, um saltou de 83,2%.

A margem Ebtida ajustado atingiu 7,6%, baixa de 1 ponto percentual.

A receita líquida somou R$ 20,766 bilhões no período, um aumento de 58,7%.

O lucro bruto apresentou alta de 60%, atingindo R$ 4,511 bilhões.

Enquanto a margem bruta manteve se praticamente estável (+0,1 p.p.), alcançando 21,7%.

Carrefour (CRFB3) tem alta de 74,9% do lucro

O balanço do Carrefour (CRFB3) reportou lucro líquido atingiu R$ 713 milhões, um desempenho 74,9% superior ao registrado em igual período de 2019.

A empresa informou que o resultado reflete a alavancagem do negócio com o forte desempenho operacional.

O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 142 milhões, um aumento de 13,6%.

As despesas somaram R$ 2,006 bilhões no trimestre, um aumento de 5,2%.

O GMV alimentar do Carrefour cresceu 377% e não alimentar 65%, trazendo a rentabilidade próxima ao breakeven.

De acordo com a empresa, o desempenho foi beneficiado pelo contexto atual e suportado pelos investimentos anteriores, no crescimento do e-commerce no trimestre foi equivalente a 3 anos.

O Ebtida somou R$ 1,424 bilhão, uma elevação de 27,5%.

Já a margem Ebtida ajustada ficou em 9%, alta de 0,9 ponto percentual.

A receita líquida totalizou R$ 15,9 bilhões, um incremento de 14,7% na comparação anual.

Financeiro

B3 (B3SA3) tem lucro 36,3% maior

A B3 (B3SA3) registrou lucro líquido de R$ 892,388 milhões no segundo trimestre deste ano.

Este resultado é 36,3% superior na comparação anual.

Excluindo a amortização de intangível relacionado à combinação com Cetip, o lucro líquido teria atingido R$ 1,012 bilhão, aumento de 28,9%.

Adicionalmente, se ajustado pelo benefício fiscal resultante da amortização do ágio relativo à incorporação da Cetip, o lucro líquido teria totalizado R$ 1,131 bilhão, alta de 25%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 42%, a R$ 1,419 bilhão, com margem de 74,4% (+4,06 p.p.).

A receita total foi de R$ 2,129 bilhões, um aumento de 34,8%.

Dessa expansão, o segmento listado somou R$ 1,512,0 milhões (71,0% do total), crescimento de 48,7%.

Em balcão, a receita totalizou R$ 262,8 milhões (12,3% do total), alta de 20,2%.

BTG Pactual (BPAC11) registra lucro de R$ 977 mi

O BTG Pactual (BPAC11) registrou lucro líquido contábil de R$ 977,4 milhões, alta de 0,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior e de 27% em relação ao trimestre passado.

Na base semestral, o BTG acumula um lucro de R$ 1,75 bilhão ante um lucro de R$ 1,65 bilhão sobre o mesmo período de 2019.

O lucro líquido ajustado somou R$ 987 milhões, queda de 4% sobre o segundo trimestre de 2019.

A receita total da companhia atingiu R$ 2,48 bilhões, um crescimento de 14% sobre o mesmo período de 2019, com R$ 2,18 bilhões.

Em relação ao primeiro trimestre deste ano, a receita total avançou 63,6%.

Nos seis primeiros meses de 2020, o BTG registrou uma receita de R$ 4 bilhões, 9% acima do resultado do primeiro semestre de 2019.

“Apresentamos desempenho sólido na maioria das linhas de negócios, apesar da pandemia de Covid em curso, e continuamos a apresentar fortes resultados nas franquias de clientes”, disse o banco.

Banco do Brasil (BBAS3) tem queda de 23,7% no lucro

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 3,2 bilhões.

Isso significa uma queda de 23,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

O lucro líquido ajustado foi de R$ 3,3 bilhões no período, decréscimo de 25,3% em relação ao segundo trimestre de 2019.

De acordo com o Banco do Brasil, o resultado foi influenciado, principalmente, pela resiliência da margem financeira bruta, pressão nas receitas com prestação de serviços, diminuição das despesas com risco legal e aumento da PCLD ampliada.

As despesas administrativas somaram R$ 7,850 bilhões no trimestre, um aumento de 2,6%.

Itaú (ITUB4) registra queda de 49,8% no lucro

O Itaú (ITUB4) registrou lucro líquido de R$ 3,424 bilhões, uma redução de 49,8% na comparação com igual período de 2019.

O lucro líquido recorrente foi de R$ 4,205 bilhões, queda de 40,2% na comparação anual.

O resultado veio em linha com o consenso do mercado.

O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido foi de 13,5%, uma diminuição de 9,1 pontos percentuais.

A margem financeira atingiu R$ 17,776 bilhões, uma redução de 5% em relação ao mesmo período de 2019.

A receita de prestação de serviços e seguros foi de R$ 9,9 bilhões.

A receita de prestação de serviços atingiu R$ 8,396 bilhões, uma diminuição de 7,4%.

Enquanto a receita de seguros recuou 7% no período, atingindo R$ 1,839 bilhão.

De acordo com o Itaú, a queda da receita foi derivada de menores receitas de cartões de crédito e débito.

Isso foi relacionado ao impacto da menor atividade econômica a partir da segunda quinzena de março, que perdurou durante todo o segundo trimestre.

Santander Brasil (SANB11) tem queda de 15,9% no lucro

O Santander Brasil (SANB11) reportou lucro líquido gerencial de R$ 2,136 bilhões, o que representa uma queda de 15,9% sobre o resultado do mesmo período do ano anterior.

Na comparação com o trimestre anterior, a queda foi de 44,6%.

O retorno anualizado sobre patrimônio líquido médio foi de 21,9% no primeiro trimestre, ante 22,3% no trimestre anterior.

A margem financeira líquida atingiu R$ 10,286 bilhões, crescimento de 11,4% sobre o trimestre anterior.

Os ativos totais atingiram R$ 987,67 bilhões ao final de junho de 2020, crescimento de 18,1% em doze meses e queda de 1,3% em três meses.

O patrimônio líquido alcançou R$ 74,45 bilhões no mesmo período. Desconsiderando o saldo do ágio, o patrimônio líquido foi de R$ 72.455 milhões.

As receitas totais do Santander somaram R$ 35,859 bilhões nos primeiros seis meses de 2020, crescimento de 7,4% em doze meses e 3,4% em três meses.

Bradesco (BBDC4) tem recuo de 40,1% no lucro

O balanço do Bradesco (BBDC4) apresentou lucro líquido recorrente de R$ 3,87 bilhões.

O valor equivale a uma queda de 40,1% nos lucros frente a igual período do ano passado.

No entanto, em relação ao trimestre anterior, o banco registrou avanço de 3,2% nos lucros.

De acordo com a companhia, o desempenho no lucro foi “impactado pela queda no resultado financeiro, justificado pelo comportamento dos índices econômico-financeiros, que impactaram desempenho das aplicações financeiras”.

O resultado operacional do segundo trimestre avançou 5,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Desse modo, passou de R$ 5,39 bilhões para R$ 5,7 bilhões no segundo trimestre.

Mineração e Siderurgia

Vale (VALE3) lucra R$ 5,3 bi e prevê volta de dividendos

A Vale (VALE3) anunciou um lucro líquido de R$ 5,289 bilhões no segundo trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 384 milhões de um ano antes.

Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o lucro avançou 437%, já que havia sido de R$ 984 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 18,112 bilhões.

Isso representou alta de 48,3% na comparação anual e de 40,1% na trimestral.

Já a margem Ebitda ajustada ficou em 34,1%, ante 23,4% de um ano antes e 29,6% na comparação com os três primeiros meses deste ano.

A receita líquida de vendas somou R$ 40,434 bilhões, uma expansão de 12,3% no ano e de 29,4% no trimestre.

Segundo a empresa, o aumento do lucro se deveu à melhora no Ebitda e do resultado financeiro líquido.

Sobre o Ebitda, o avanço trimestral se deu pela melhora nos preços e no aumento do volume de venda de minério de ferro. Isso puxou também a receita líquida.

Além disso, contribuiu o efeito da depreciação do real frente ao dólar.

Entretanto, a Vale registrou maiores custos e despesas por conta de gastos com Brumadinho e ações contra o Covid-19.

Balanço da CSN (CSNA3) reporta queda de 76,4% no lucro

A CSN (CSNA3) divulgou lucro líquido de R$ 445,9 milhões, uma diminuição de 76,4% na comparação anual.

O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 285 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 358 milhões no mesmo período de 2019.

O Ebtida ajustado somou R$ 1,925 bilhão, redução de 19%.

A margem Ebtida atingiu 29,7%, baixa de 3,8 pontos percentuais.

A CSN explica que desempenho foi puxado pela recuperação dos volumes de vendas de minério de ferro, com reflexos positivos na logística, e finalmente bons resultados da Siderurgia e Cimento apesar do conturbado cenário econômico global.

Gerdau (GGBR4) registra queda de 15% no lucro

A Gerdau (GGBR4) registrou um lucro líquido de R$ 315 milhões, desempenho 15% inferior ao registrado em igual período de 2019.

A produção de aço totalizou R$ 2,433 milhões de toneladas, um recuo de 29% na comparação com o mesmo trimestre de 2019.

De acordo com a Gerdau, o desempenho foi afetado devido as paradas de produção nas usinas da companhia.

Essas paradas ocorreram em virtude da Covid-19.

Enquanto isso, o volume de vendas alcançou 2,365 milhões de toneladas, uma retração de 20%.

O Ebtida ajustado somou R$ 1,318 bilhão, uma redução de 16,2%.

A margem Ebtida ajustado atingiu 15,1%, baixa de 0,4 ponto percentual.

A Gerdau explica que os indicadores acompanharam a queda do lucro bruto, após a eliminação dos efeitos não recorrentes.

A receita líquida atingiu a cifra de R$ 8,745 bilhões, uma diminuição de 14% na comparação com igual período de 2019.

O lucro bruto foi de R$ 718 milhões, uma redução de 44%.

Usiminas (USIM5) reverte lucro em prejuízo de R$ 395 mi

A Usiminas (USIM5) divulgou em seu balanço um prejuízo de R$ 395 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 171 milhões no mesmo período de 2019.

Em relação ao primeiro trimestre de 2020, significa uma redução de 7% do prejuízo.

O volume de vendas de aço foi de 608 mil toneladas no segundo trimestre, um recuo de 43%.

Enquanto as vendas de minério de ferro subiram 7%, totalizando 1,902 mil toneladas.

O Ebtida somou R$ 208 milhões, uma queda de 63% na comparação com igual período de 2019.

A margem Ebtida ficou em 9%, baixa de 7 pontos percentuais.

Já o Ebtida ajustado foi de R$ 192 milhões, uma queda de 67%.

Enquanto a margem Ebtida ajustado alcançou 8%, retração de 8 p.p.

De acordo com a Usiminas, esta queda decorre, basicamente, do menor volume vendido de aço no período, em função da retração da atividade econômica desencadeada pela pandemia do novo coronavírus.

Alimentício

Balanço da JBS (JBSS3) registra lucro de R$ 3,37 bi

A JBS (JBSS3) reportou um lucro de R$ 3,37 bilhões.

Os números representam um avanço de 56% sobre os lucros de R$ 2,18 bilhões no mesmo período do ano passado.

No trimestre anterior, a companhia havia registrado um prejuízo de R$ 5,93 bilhões.

O Ebitda ajustado somou R$ 10,49 bilhões no período, um avanço de 10% na base anual.

Na comparação com o trimestre anterior, a alta foi de 6,9%. Já a margem Ebitda ajustado no trimestre atingiu 15,5%.

A receita líquida somou R$ 67,58 bilhões, uma elevação de 32,9% ante o mesmo período de 2019, com R$ 50,84 bilhões.

“No trimestre, aproximadamente 74% das vendas globais da JBS foram realizadas nos mercados domésticos em que a Companhia atua e 26% por meio de exportações”, informou.

Marfrig (MRFG3): lucro sobe 18,3 vezes

A Marfrig (MRFG3) reportou lucro de R$ 1,6 bilhão.

Os números representam um avanço de 18 vezes sobre os lucros de R$ 87 milhões no mesmo período de 2019.

“Excelência Operacional traduzida em melhor resultado histórico com lucro líquido de R$ 1,6 bilhão”, destacou a Companhia.

No trimestre anterior, havia registrado prejuízo de R$ 137 milhões.

O Ebitda ajustado somou R$ 4,068 bilhões no período, um avanço de 266% na base anual.

Na comparação com o trimestre anterior, a alta foi de 233%.

A margem Ebitda ajustado no trimestre atingiu 21,5%, alta de 1247 pbs sobre o segundo trimestre de 2019.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 774 milhões, um aumento de 92% em comparação com segundo trimestre de 2019.

Minerva (BEEF3) reverte prejuízo e registra lucro de R$ 253,4 mi

A Minerva (BEEF3) reportou um lucro líquido de R$ 253,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 113,3 milhões no mesmo período de 2019.

Segundo a Minerva, o resultado é reflexo da disciplina financeira e modelo de administração de riscos, pilares fundamentais da companhia.

“Os fundamentos do mercado de carne bovina continuam bastante atrativos para os exportadores da América do Sul: o desequilíbrio entre oferta e demanda segue propiciando excelentes oportunidades aos produtores da região,e ficam mais evidentes a cada nova abertura de mercado”, disse o CEO, Fernando Galletti de Queiroz.

Já a margem líquida atingiu 5,8% ante uma margem negativa de 2,8%.

O Ebtida somou R$ 590,2 milhões, alta de 62,2%.

De acordo com a Minerva, este foi o maior Ebtida já registrado no segundo trimestre.

Já a margem Ebtida atingiu 13,4%, aumento de 4,4 pontos percentuais.

As despesas com vendas representaram 7,1% da receita líquida no segundo trimestre de 2020.

Enquanto as despesas gerais e administrativas alcançaram 4,5% da receita líquida.

Aéreo

Azul (AZUL4) reverte lucro em prejuízo de R$ 2,9 bi

A Azul (AZUL4) registrou um prejuízo líquido de R$ 2,936 bilhões, revertendo um lucro líquido de R$ 351,6 milhões em igual período do ano passado.

De acordo com a Azul, o resultado foi impactado pela queda brusca da demanda de viagens aéreas causada pela pandemia e pelas depreciação do real perante o dólar.

Desconsiderando ajustes cambiais, a Azul teve um prejuízo líquido ajustado de R$ 1,488 bilhão no período, ante lucro líquido ajustado de R$ 110,1 milhões no mesmo período do ano passado.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 1,887 bilhões, um crescimento de 39,6 vezes das perdas financeiras.

O Ebtida foi negativo em R$ 324,3 milhões, contra um Ebtida positivo de R$ 733,2 milhões um ano antes.

A margem Ebtida foi negativa em 80,8%, contra margem positiva de 28%.

A receita líquida atingiu R$ 401,6 milhões no período, uma redução de 84,7% na comparação anual.

De acordo com a Azul, o resultado foi devido ao impacto da pandemia de Covid-19 na demanda de passageiros.

Gol (GOLL4) registra prejuízo de R$ 1,997 bilhão

A Gol (GOLL4) registrou prejuízo de R$ 1,997 bilhão, ante um prejuízo de R$ 194,6 milhões um ano antes.

O desempenho foi impactado severamente pelos efeitos da pandemia do coronavírus e variação cambial do período.

Já o prejuízo recorrente alcançou R$ 771,8 milhões, contra R$ 2,1 milhões no segundo trimestre do ano anterior.

O Ebtida foi negativo em R$ 282,5 milhões, contra um resultado positivo de R$ 814,6 milhões na comparação com a base anual.

Já o Ebtida ajustado somou R$ 99,2 milhões, uma queda de 87,8%.

Enquanto a margem Ebtida ajustado atingiu 27,7%, baixa de 1,8 ponto percentual.

Embraer (EMBR3) reporta prejuízo de R$ 1,07 bi

A Embraer (EMBR3) reportou prejuízo de R$ 1,07 bilhões. No mesmo período de 2019, a empresa tinha registrado prejuízo de R$ 57,6 milhões.

Ao mesmo tempo, o Ebitda para o segundo trimestre sofreu forte recuo.

Passou de R$ 259,6 milhões no segundo trimestre de 2019 para negativo em R$ 1,15 bilhão um ano depois.

A receita líquida da Embraer apresentou retração na comparação anual. Entre abril a junho de 2020, a companhia registrou uma receita de R$ 2,86 bilhões. Isso representa uma queda de 47% sobre igual período de 2019, com R$ 5,4 bilhões.

De acordo com a companhia, a queda na receita se deu em função das “quedas nas entregas da Aviação Executiva e especialmente da Aviação Comercial e com uma menor queda na receita dos negócios de Aviação Executiva, Defesa & Segurança e de Serviços & Suporte”.

No acumulado de 2020, a receita líquida da companhia foi de R$ 5,73 bilhões, abaixo dos R$ 8,52 bilhões reportados no primeiro semestre de 2019.

Energia e Combustível

Petrobras (PETR3 PETR4) tem prejuízo de R$ 2,7 bi

A Petrobras (PETR3 PETR4) registrou prejuízo líquido de R$ 2,713 bilhões, revertendo lucro de R$ 18,866 bilhões de um ano antes.

Já o resultado líquido recorrente dos acionistas apontou prejuízo de R$ 13,732 bilhões, ante lucro de R$ 8,942 bilhões de igual período de 2019.

No acumulado do primeiro semestre, o prejuízo da Petrobras, no critério recorrente, somou R$ 18,369 bilhões, ante lucro de R$ 14,055 bilhões.

Enquanto isso, o prejuízo acumulado de janeiro a junho dos acionistas atingiu R$ 51,236 bilhões, revertendo lucro de R$ 22,897 bilhões.

O Ebtida ajustado somou R$ 24,986 bilhões no segundo trimestre deste ano.

Isso significa uma redução de 23,5% em relação ao resultado de um ano antes.

Já na comparação com primeiro trimestre de 2020, houve uma retração de 33,4%.

No semestre, o Ebtida ajustado foi de R$ 62,490 bilhões, um aumento de 3,9% em relação ao primeiro semestre de 2019.

De acordo com a Petrobras, o desempenho foi impactado pela queda de 29% no Brent em reais, a alta volatilidade do mercado de óleo e gás e a contração da demanda global levou à redução nas margens de óleo e derivados.

Eletrobras (ELET3 ELET6) tem lucro 17% menor

A Eletrobras (ELET3 ELET6) apresentou lucro líquido de R$ 4,597 bilhões, cifra 17% inferior à registrada no mesmo período do ano passado.

Por sua vez, o lucro líquido de operações continuadas saltou 15,2 vezes.

O lucro do segundo trimestre do ano passado é composto pelo resultado das continuadas (R$ 301 milhões) e pelas operações descontinuadas de distribuição, no montante de R$ 5,260 bilhões.

Conforme a empresa, o lucro de abril a junho deste ano foi impactado, principalmente, pelo efeito das revisões tarifárias das concessões de transmissão.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente recuou 19%, para R$ 2,413 bilhões.

Enquanto o Ebitda IFRS somou R$ R$ 7,787 bilhões, alta de 5,8 vezes.

Cemig (CMIG4) registra queda de 50,6% no lucro

A Cemig (CMIG4) registrou um lucro líquido de R$ 1,043 bilhão, desempenho 50,6% inferior na comparação com igual período do ano passado.

A receita atingiu a cifra de R$ 5,934 bilhões no trimestre, uma redução de 15,4% na comparação anual.

As despesas operacionais somaram R$ 412,4 milhões, uma diminuição de 61,5%.

O lucro bruto caiu 45,4%, totalizando R$ 1,418 bilhão no trimestre.

Enquanto a margem bruta ficou em 23,9% no segundo trimestre de 2020.

Ultrapar (UGPA3) tem queda de 59% no lucro

A Ultrapar (UGPA3) registrou um lucro líquido de R$ 50 milhões, um desempenho 59% inferior ao mesmo período de 2019.

De acordo com a empresa, o desempenho negativo foi devido aos impactos da pandemia na Ipiranga, atenuado por uma menor despesa financeira.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 80 milhões, uma queda de 13%.

Conforme a Ultrapar, o resultado reflete as menores despesas com juros, parcialmente compensadas pela valorização da ação da Ultrapar sobre os bônus de subscrição (emitidos na incorporação da Extrafarma), que tem efeito negativo no trimestre.

O Ebtida somou R$ 500 milhões no segundo trimestre de 2020, contra R$ 583 milhões no mesmo período de 2019.

A margem Ebtida atingiu 3,8% no trimestre.

Enquanto o Ebtida ajustado totalizou R$ 611 milhões, uma redução de 10%.

A Ultrapar informou o cancelamento do pagamento de dividendos intermediários por conta da pandemia do novo coronavírus.

A decisão visa preservar o caixa da empresa.

Cosan (CSAN3) reverte lucro em prejuízo de R$ 174,4 mi

A Cosan (CSAN3) registrou um prejuízo de R$ 174,4 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 418,3 milhões no mesmo período de 2019.

Conforme a empresa, a redução é explicada pelo menor resultado líquido de quase todos os negócios do grupo, além do efeito da desvalorização do real na parcela não protegida do bônus perpétuo.

A geração de caixa proforma (FCFE) totalizou R$ 1,1 bilhão, devido à maior captação de recursos na Comgás e Raízen, parcialmente compensada pelo menor caixa gerado pelas operações.

As despesas somaram R$ 513,4 milhões no trimestre, uma elevação de 14,2% na comparação com igual período de 2019.

O Ebtida somou R$ 590,8 milhões, uma redução de 58,2%.

A margem Ebtida da Cosan atingiu 5%.

De acordo com a Cosan, o desempenho foi impactado negativamente pela pandemia do novo Coronavírus em suas operações.

Já o Ebtida ajustado totalizou R$ 517,8 milhões, uma diminuição de 56,5%.

Construção

Balanço da Gafisa (GFSA3) registra alta de 85% no prejuízo

A Gafisa (GFSA3) registrou em seu balanço um prejuízo de R$ 23,5 milhões, piora de 85% na comparação com igual período de 2019.

As vendas líquidas somaram R$ 19,8 milhões, uma redução de 64,7%.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 2,3 milhões, uma diminuição de 77,5%.

As despesas somaram R$ 19,2 milhões, uma elevação de 33,6% na comparação com igual período de 2019.

As Vendas Sobre Oferta (VSO) foram de 2,3%, uma queda de 2,7 p.p. na comparação anual.

“Mesmo após uma desaceleração, acreditamos que esse valor deverá apresentar uma melhora com a retomada dos lançamentos da companhia, que além de disponibilizar novos produtos, costuma ter um impacto positivo na venda de unidades em estoque”, disse a Gafisa.

Os distratos reportados no trimestre foram de R$ 21,5 milhões, redução de 32% na comparação anual.

O Ebtida ajustado somou R$ 7,7 milhões, uma diminuição de 79,4%.

A margem Ebtida ajustado atingiu 9,2%, baixa de 4,8 pontos percentuais.

MRV (MRVE3) tem queda de 34,6% no lucro

A MRV (MRVE3) registrou lucro líquido de R$ 124 milhões, desempenho 34,6% inferior na comparação com igual período do ano passado.

De acordo com a empresa, o resultado foi impactado pelo descontos concedidos nas vendas de imóveis, aumento nas despesas com juros e doações para causas sociais devido à pandemia.

A margem líquida atingiu 7,6% no trimestre, queda de 4,6 pontos percentuais.

O Ebtida somou R$ 232 milhões, uma queda de 9,9%.

A margem Ebtida atingiu 14,2%, baixa de 2,4 pontos percentuais.

A MRV bateu, novamente, seu recorde histórico de vendas no segundo trimestre de 2020, totalizando R$ 1,82 bilhão vendido.

Cyrela (CYRE3) tem queda de 40,4% no lucro

O balanço da Cyrela (CYRE3) registrou lucro líquido de R$ 68 milhões, um desempenho 40,4% inferior ao mesmo período do ano passado.

A margem líquida atingiu 8,1%, baixa de 4,1 pontos percentuais.

O consumo de caixa atingiu R$ 67 milhões, contra geração de R$ 196 milhões no mesmo período de 2019.

A receita líquida atingiu R$ 839 milhões no período, uma redução de 10,4% na comparação anual.

De acordo com a Cyrela, o desempenho foi impactado negativamente pelo menor reconhecimento de lançamentos e inferior volume de vendas do período.

O lucro bruto caiu 6,2% no trimestre, totalizando R$ 275 milhões.

A margem bruta ficou em 32,8% no trimestre, alta de 1,5 pontos percentuais.

As vendas totalizaram R$ 818 milhões, uma retração de 57,3%.

Os lançamentos somaram R$ 395 milhões no segundo trimestre de 2020, uma queda de 81,1%.

Saúde e Seguros

Raia Drogasil (RADL3) registra lucro de R$ 61,6 mi

A Raia Drogasil (RADL3) registrou em seu balanço lucro de R$ 61,6 milhões, uma queda de 61,5%.

O Ebitda ajustado para o segundo trimestre de 2020 foi para R$ 231,811 milhões, recuo de 36,2%.

No mesmo período de 2019, o Ebitda foi de R$ 363,68 milhões.

Já a margem Ebitda ajustada foi de 4,9, contração de 3,3% dada sobretudo pela perda de alavancagem operacional no período.

“Se considerarmos apenas as 2.065 lojas em operação desde o final de 2019 e a elas atribuindo a totalidade das despesas logísticas, gerais e administrativas, o EBITDA ajustado da RD Farmácias teria sido de R$ 234,1, equivalente a uma margem EBITDA de 5,4%”, informou a companhia.

O resultado financeiro no segundo trimestre deste ano foi negativo em R$ 17,5 milhões.

No segundo trimestre de 2019, o resultado foi negativo em R$ 19,8 milhões.

NotreDame Intermédica (GNID3) tem alta de 149,2% no lucro

A NotreDame Intermédica (GNID3) registrou lucro líquido de R$ 223,4 milhões, desempenho 149,2% superior ao mesmo período de 2019.

O lucro líquido ajustado foi de R$ 303,9 milhões no trimestre, um crescimento de 132,4% na comparação com igual período de 2019.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 29,2 milhões, uma redução de 20,1%.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 256,2 milhões, uma elevação de 35,5%.

O Ebtida ajustado somou R$ 536,3 milhões, um aumento de 98,2%.

A margem Ebtida ajustado atingiu 20,6%, alta de 7,3 pontos percentuais.

A empresa investiu R$ 3,297 bilhões no segundo trimestre de 2020.

Os aportes foram destinados principalmente para aquisições, reformas, melhorias, adequações e manutenção da rede própria. Além dos investimentos em tecnologia da informação, com novos sistemas e equipamentos.

SulAmérica (SULA11) registra aumento de 91% no lucro

A SulAmérica (SULA11) reportou lucro líquido de R$ 498,3 milhões.

O desempenho é 91% superior ao registrado no mesmo período de 2019, com lucro de R$ 260,8 milhões.

No primeiro semestre de 2020, a companhia registrou lucro de R$ 578,1 milhões ante um lucro de R$ 484,3 milhões no mesmo período de 2019.

A receita operacional somou R$ 5,59 bilhões no primeiro trimestre de 2020, alta de 2,8% na base anual.

Já receita operacional de seguros totalizou R$ 5,38 bilhões no período, um aumento de 3,4% em relação ao segundo trimestre de 2019.

Porto Seguro (PSSA3) tem lucro 72,4% maior

O balanço da Porto Seguro (PSSA3) reportou lucro líquido de R$ 656,7 milhões, um desempenho 72,4% superior ao registrado um ano antes.

De acordo com a empresa, o bom desempenho foi em virtude do aumento relevante de sua rentabilidade no período, decorrente principalmente dos efeitos do isolamento social, que resultou na significativa queda da sinistralidade e consequente melhora do desempenho operacional, e também pelo elevado retorno das aplicações financeiras.

O ROAE atingiu 34,9% no trimestre, um incremento de 12,7 pontos percentuais.

O índice combinado de seguros atingiu 83,8% no trimestre, queda de 9,6 p.p. ante igual período de 2019. Segundo a empresa foi melhor resultado da história da Porto Seguro.

Saneamento

Sabesp (SBSP3) tem queda de 16,8% no lucro

O balanço da Sabesp (SBSP3) registrou lucro líquido de R$ 378,2 milhões. Os números representam uma contração de 16,8% sobre o lucro de um ano antes, com R$ 454,4 milhões.

No ano, a companhia registra um prejuízo acumulado de R$ 279,8 milhões.

O Ebtida ajustado totalizou R$ 1,58 bilhão, avanço de 28,4% sobre o segundo trimestre de 2019. Já a margem Ebtida ficou em 35,7% no segundo trimestre de 2020.

Na base anual, o Ebtida ajustado somou R$ 3,06 bilhões, um aumento de 10,4% sobre os R$ 2,77 bilhões de Ebtida em 2019.

No trimestre, o resultado financeiro da Sabesp foi negativo em R$ 675,5 milhões contra um resultado negativo de R$ 155,6 milhões no mesmo período do ano anterior.

Copasa (CSMG3) lucra R$ 146,345 mi, alta de 22,9% na comparação anual

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais, Copasa (CSMG3), reportou lucro líquido de R$ 146,35 milhões.

Os números representam um avanço de 22,9% sobre igual período de 2019, com lucros de R$ 119,05 milhões.

O Ebitda registrou aumento de 9,4%, para R$ 378,55 milhões ante R$ 346,17 no segundo trimestre de 2019.

Já a margem Ebitda se manteve estável na comparação anual, em 31%.

A receita líquida de água, esgoto e resíduos sólidos avançou 9,2%, para R$ 1,18 bilhão entre abril e junho de 2020.

No mesmo período do ano passado, a receita líquida foi de R$ 1,086 bilhão.

Telefonia

TIM (TIMP3) tem queda de 23,9% no lucro ajustado

A TIM (TIMP3) divulgou em seu balanço lucro líquido normalizado de R$ 260 milhões, um desempenho 23,9% inferior ao mesmo período de 2019.

De acordo com a TIM, o desempenho foi afetado negativamente pela queda da receita em função da pandemia.

O Ebtida normalizado somou R$ 1,979 bilhão, alta de 0,9%.

Segundo a TIM, as principais alavancas para este desempenho foram o aprofundamento de iniciativas estruturais para controle de custos/despesas; implementação de medidas temporárias para redução de custos fixos; redução de custos variáveis por menor atividade comercial; e a manutenção de sólido crescimento da Receita de Serviços Fixos refletindo a aceleração da TIM Live.

Já a margem Ebtida normalizado atingiu 49,6%, baixa de 3,6 pontos percentuais.

Conforme a TIM diz no seu balanço, o desempenho foi influenciado, principalmente, pela performance destacada em custos associada à queda da receita.

Balanço da Telefonica (VIVT4) aponta recuo de 21% no lucro

O balanço da Telefonica Vivo (VIVT4) registrou lucro líquido de R$ 1,113 milhão, o que representou uma queda de 21,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Ebitda ficou em R$ 4,103 milhões, recuo de 3,8%.

A retração, segundo a companhia, reflete a menor atividade comercial do período em função da pandemia do Covid-19, parcialmente compensada pela eficiência no controle de custos.

A redução do lucro da Telefonica foi motivada pelo Ebitda menor.

Além disso, por maiores gastos com depreciação e despesa com impostos no trimestre, parcialmente compensados pelo melhor resultado financeiro.

A margem Ebitda de 39,8% representa um aumento de 0,5 ponto percentual sobre o segundo trimestre de 2019.

A receita líquida da companhia somou R$ 10,317 milhões, queda de 5,1%.

A telefonia móvel respondeu por R$ 6,618 milhões, redução de 5,1%, refletindo a menor receita de serviço móvel e o menor volume de venda de aparelhos.