Coca-Cola vende 1% a menos e prevê maiores impactos no 2º trimestre

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Coca-Cola divulgou nesta terça-feira (21) seu balanço do primeiro trimestre de 2020. A companhia registrou uma receita de US$ 8,6 bilhões, com queda de 1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Ainda assim, o resultado ficou acima do que aguardam os analistas, que projetavam vendas de US$ 8,3 bilhões.

A Coca-Cola registrou lucro líquido de US$ 2,78 bilhões no período, acima do US$ 1,68 bilhão do ano passado.

A empresa afirmou, em relatório, que teve uma queda de demanda global de 25% no primeiro trimestre, em decorrência da pandemia de coronavírus.

A região Ásia-Pacífico, onde a pandemia teve início, registrou queda de 7% no trimestre. A América do Norte foi a única região onde os volumes de venda cresceram.

Segundo semestre comprometido

Segundo a Coca-Cola, as medidas de isolamento social, fechamento do comércio e proibição de grandes eventos ocasionou uma queda acentuada das vendas em cinemas, restaurantes e estádios. No entanto, favoreceu os estoques e o consumo em casa.

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“O impacto final no segundo trimestre e no ano de 2020 ainda é desconhecido, pois dependerá fortemente da duração do distanciamento social e do ritmo de recuperação macroeconômica”, afirmou no balanço.

“No entanto, o impacto no segundo trimestre será significativo”, estimou. A empresa disse que seus resultados financeiros para o ano não podem ser estimados diante das incertezas.

As ações da empresa permaneceram praticamente inalteradas no pré-mercado nesta terça-feira.

Coca-Cola Co (Nyse) 1 ano

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Fonte: reprodução site CNBC