Covid-19: governo informa 12.056 casos confirmados e 533 mortes

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A pandemia de Covid-19 avança no país e os números anunciados pelo governo federal nesta segunda (6) mostram que o Brasil soma 12.056 casos notificados, com 533 mortes.

O ministro da Saúde Henrique Mandetta não participou desta entrevista coletiva que anunciou os novos números da pandemia no Brasil.

Mandetta estava participando de uma reunião com outros ministros e o presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro avaliava demitir o ministro da Saúde.

Aumento de casos

Sobre o número de infectados, o o governo registrou 926 casos nas últimas 24 horas — 8% de crescimento em relação a domingo, quando o balanço relatou 11.130 diagnósticos.

Em relação ao dados divulgados neste domingo sobre óbitos, houve aumento de 13% comparado com o de ontem, quando o ministério informou 486 óbitos.

No balanço de hoje, foram 67 novas mortes, índice menor do que em dias anteriores.

Mas o ritmo avança. Há uma semana (30/3), o número de mortes estava em 159.

No período, a elevação do total foi de 350%.

Já os casos confirmados somavam 4.579 há sete dias, o que representou um avanço de 263% até o resultado de hoje, que tem 12.056 casos.

máscara

Letalidade

A taxa de letalidade do país ficou em 4,4%. Segundo Wanderosn de Oliveira, secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, o país tem a 8ª taxa mais alta do mundo.

Em número de casos confirmados, o Brasil e o 15º no planeta com maior número de infectados. E é o 13 em quantidade de mortos.

coronavírus

Epicentro

São Paulo segue como epicentro da pandemia com mais da metade dos falecimentos de todo o país (304). O estado é seguido por Rio de Janeiro (71), Pernambuco (30), Ceará (29) e Amazonas (19). Os números foram compilados pela Agência Brasil.

Foram relatadas mortes no Paraná (11), Distrito Federal (10), Santa Catarina (10), Minas Gerais (9), Rio Grande do Norte (7), Rio Grande do Sul (7), Espírito Santo (6), Goiás (5), Paraíba (4), Sergipe (4), Piauí (4), Pará (3), Maranhão (2), Alagoas (2), Rondônia (1), Roraima (1), Mato Grosso (1) e Mato Grosso do Sul (1).

São Paulo: 3.745 casos na capital

O coronavírus foi reportado em 107 dos 645 municípios do estado de São Paulo,informa a Secretari a Estadual de Saúde.

Em 41 desses municípios, houve apenas um caso confirmado.

Na capital, porém, foram registrados 3.745 dos 4.861 casos do estado.

A segunda cidade com maior número de pessoas com Covid-19 do estado, segundo a Agência Brasil, é São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, com 89 casos, seguido por Santos (75), Santo André (74) e Osasco (71).

O total de óbitos chegou a 304 em todo o estado – 244 ocorreram na capital.

De acordo com a secretaria, a maior parte dos óbitos se concentra em pessoas com 60 anos ou mais, somando 262 pessoas. Entre o total de mortes estão 174 homens e 130 mulheres.

Novas orientações sobre distanciamento

O Ministério da Saúde estabeleceu novas orientações em relação ao distanciamento social para combater a pandemia do novo coronavírus.

Em Boletim Epidemiológico divulgado hoje (6), a equipe do órgão cria diferentes formas de isolamento e recomenda regras mais leves para municípios que ainda não estejam com alta ocupação de leitos nas unidades de saúde.

Segundo a nova orientação, haveria duas categorias de distanciamento: o ampliado e o seletivo.

O ampliado é o que foi adotado pelos estados até o momento.

Na nova diretriz da pasta, os municípios e estados em que os casos confirmados não tenham resultado em uma ocupação de leitos maior do que 50% da capacidade do local devem migrar da modalidade ampliada para a seletiva.

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O distanciamento seletivo seria aquele no qual “apenas alguns grupos ficam isolados, sendo selecionados os grupos que apresentam mais riscos de desenvolver a doença ou aqueles que podem apresentar um quadro mais grave, como idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, cardiopatia etc.) ou condições de risco como obesidade e gestação de risco”.

Nesse modelo, as pessoas com menos de 60 anos podem circular livremente, desde que não apresentem sintomas da covid-19.

Essa transição do distanciamento social ampliado para o seletivo, conforme a recomendação, começaria na próxima segunda-feira (13).

Restrição

Já os locais que apresentam coeficiente de incidência da pandemia 50% acima da estimativa nacional devem manter o distanciamento ampliado até que o estoque de equipamentos, insumos e força de trabalho em saúde estejam “disponíveis em quantitativo suficiente, de forma a promover, com segurança, a transição para a estratégia de distanciamento social seletivo conforme descrito na preparação e resposta segundo cada intervalo epidêmico”

As unidades federativas com coeficiente 50% acima da taxa média de incidência são, no balanço de hoje divulgado pelo Ministério da Saúde: São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Distrito Federal.

De acordo com o Boletim Epidemiológico, o distanciamento social ampliado é “essencial para evitar uma aceleração descontrolada da doença”, mas sua manutenção prolongada “pode causar impactos significativos na economia”.

Já o distanciamento seletivo possibilitaria a “retomada da atividade laboral e econômica” com “criação gradual de imunidade de rebanho de modo controlado”.

Retomada das atividades econômicas

Por outro lado, nesse caso “grupos vulneráveis continuarão tendo contato com pessoas infectadas assintomáticas ou sintomáticas, tornando mais difícil o controle”.

A mudança vai ao encontro da posição do presidente Jair Bolsonaro, que vem defendendo a necessidade de retomada das atividades econômicas para impedir ou mitigar prejuízos na esfera da produção.

Até então, o Ministério da Saúde vinha enfatizando a importância do distanciamento social tal qual adotado pelos estados.

Em diferentes entrevistas coletivas, o titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta, e secretários responsáveis pela resposta à pandemia ponderaram a importância dessas medidas para impedir o colapso do sistema de saúde, que o ministro chegou a projetar para o fim de abril.

Em coletiva hoje no Palácio do Planalto, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, lembrou que o Brasil levou 17 dias para chegar do primeiro ao 100° caso, mais sete dias para ir até o 1.000º caso e 14 para chegar aos 10 mil casos confirmados.

Testagem domiciliar

A prefeitura de São Caetano do Sul começa hoje (6) o programa de testagem domiciliar para detectar covid-19, aberto exclusivamente aos moradores com sintomas de gripe (como febre, tosse, coriza e outros).

A prefeitura informou que a rede municipal tem 4 mil kits de testes para o programa.

O cidadão deverá registrar seus dados pessoais e informar os sintomas, a qualquer hora, no hotsite ou pelo Disque Coronavírus (0800 774 4002), que funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, das 8h às 12h.

“Assim temos uma intervenção mais rápida, com diagnóstico precoce, e isolamos o morador com síndrome gripal – que pode ser um indicativo de Covid-19”, afirmou o prefeito José Auricchio Júnior.

A iniciativa resulta de parceria com o curso de medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e o Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP).

A General Motors do Brasil emprestou 18 carros para utilização no programa.

“É uma estratégia de contenção da epidemia, baseada em princípios exitosos na Coreia do Sul e no Canadá, e que segue os parâmetros da OMS (Organização Mundial da Saúde)”, disse o professor do curso de Medicina da USCS e infectologista da rede municipal de Saúde, Fábio Leal.

Veja como funciona

Após avaliação do cadastro realizado pelo cidadão, alunos do 5º e do 6º ano do curso de medicina da USCS ligarão para o morador em até 24h para complementar as informações.

Depois deste atendimento, os profissionais vão decidir se o paciente será monitorado ou se já será enviada equipe para entregar o kit de testagem em sua casa.

Antes da entrega do kit, o morador receberá um vídeo explicativo para realizar a autocoleta, que consiste na retirada de secreções das narinas e da garganta por dois cotonetes.

A visita para entrega dos materiais será realizada por aluno e agente do Programa Saúde da Família, ambos devidamente identificados e com equipamentos de proteção individual. De acordo com a prefeitura, o material coletado será enviado para o Instituto de Medicina Tropical da USP e o resultado estará disponível em até 48 horas.

*Com Agência Brasil

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