Balança comercial tem superávit de US$ 1,38 bi; soja cresce 100%

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Agência Brasil

O Ministério da Economia divulgou os dados da Balança Comercial para a primeira semana de julho, e o resultado foi um superávit de US$ 1,38 bilhões.

O saldo veio de US$ 2,77 bilhões de exportações e US$ 1,39 bilhões de importações. A corrente de comércio ficou em US$ 4,16 bilhões.

No ano, o superávit acumulado é de US$ 23,703 bilhões, com US$ 104,489 bilhões conseguidos com exportações e US$ 80,786 bilhões usados com importações.

A corrente de comércio no ano chega a US$ 185,276 bilhões.

Comparativos da Balança

Nas exportações, comparadas as médias diárias até a primeira semana de julho, ou seja, US$ 923,3 milhões, com o mesmo período de 2019, que conseguiu US$ 876,13 milhões, houve crescimento de 5,4%.

Em relação às importações, houve queda de 40,0% na comparação entre as médias diárias de 2020, com US$ 463,28 milhões, e 2019, com US$ 772,15 milhões.

Houve queda na corrente de comércio, analisando-se o mesmo período entre 2020, com menos 15,9%.

Soja cresce 100%

A soja brasileira teve um acréscimo de 100,26% no volume diário de toneladas com relação a julho de 2019.

A média diária no sétimo mês de 2019 foi de 323.627 toneladas. Em julho de 2020, essa média foi de 648.092 toneladas por dia.

Por valor, a média diária cresceu perto de 100%, com 99,85%, apesar o preço da commodity ter caído 0,21%.

Em julho do ano passado, o Brasil exportou US$ 112,980 milhões por dia de julho, e em 2020 já são US$ 225,788 milhões por dia.

Em volume, dos US$ 800,498 milhões exportados pela agropecuária brasileira, a soja conseguiu US$ 677,364 milhões, o que representa 84,62%.

Melhor do que esse rendimento, só mesmo mel natural, com mais 198,64% em toneladas diárias, e centeio, aveia e outros cereais, com mais 219,63% em toneladas diárias, mas o volume total é inexpressivo.

Óleos e minerais na Balança

Ainda levando-se em conta a queda do petróleo internacional, com preço contraído em 58,94%, o Brasil exportou mais 252,48% de toneladas diárias de óleo bruto de petróleo na média diária.

Em julho de 2019, foram 163.805 toneladas por dia, enquanto no mesmo mês em 2020, 575.735 toneladas por dia.

Em valor, o aumento foi de 44,32%, saindo de uma média diária de US$ 67,731 milhões para US$ 97,748 milhões.

Minérios de ferro, cobre, alumínio e outros saíram de 1,561 milhão de toneladas diárias em julho de 2019 para 1,914 milhão de toneladas diárias em julho de 2020, um aumento de 22,61%.

Entretanto, em virtude da depreciação dos valores internacionais, a média em valor caiu de US$ 126,245 milhões diários em julho de 2019 para US$ 123,103 diários em julho de 2020, ou menos 2,49%.

Açúcares, celulose e aviões

Apesar do preço internacional ter caído 3,44%, açúcares e melaços tiveram aumento de 61,54% no aumento de valor diário exportado, saindo de US$ 22,960 milhões em julho de 2019 para US$ 37,090 milhões este julho.

Celulose e papéis saíram de US$ 31,893 milhões diários em julho de 2019 para US$ 26,843 milhões em julho de 2020, uma queda de 15,83%.

Carnes bovinas, aves e suínas somaram a cada dia mais US$ 63,831 milhões às contas de exportação brasileiras em julho de 2019.

Em julho de 2020, foram US$ 62,370 milhões diários, uma queda de 2,29%.

Aeronaves e outros equipamentos tiveram baixa de 3,31% na média diária de julho de 2019 para julho de 2020, saindo de US$ 12,877 milhões para US$ 12,451 milhões.