Balança comercial registra superávit de US$ 6,16 bilhões em outubro

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Foto: exportações agronegócio

O Ministério da Economia divulgou nesta terça-feira (03) que a balança comercial registrou superávit de US$ 6,16 bilhões em outubro.

A queda nas importações acompanhada da estabilidade nas exportações resultou no segundo maior superávit para meses de outubro.

No mês passado, o país exportou US$ 5,473 bilhões a mais do que importou.

Tio Huli, EconoMirna, Natalia Dalat e outros tubarões do mercado de Investimentos.

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As informações são da Agência Brasil.

Alta

O resultado só perde para outubro de 2018, quando a balança comercial tinha registrado superávit de US$ 5,792 bilhões

Conforme os dados, o país vendeu US$ 17,855 bilhões para o exterior em setembro.

Houve leve alta de 0,3% pelo critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado.

As importações, no entanto, caíram, somando US$ 12,383 bilhões, redução de 20% também pela média diária.

Acumulado

A balança comercial acumula superávit de US$ 47,662 bilhões de janeiro a outubro.

Além disso, esse é o segundo melhor resultado da série histórica para o período.

O primeiro lugar é o acumulado mesmo período em 2017 (superávit de US$ 58,451 bilhões).

No acumulado de 2020, as exportações somam US$ 174,379 bilhões.

De acordo com o ministério, houve retração de 6,5% na comparação com o mesmo período de 2019 pela média diária.

As importações totalizaram US$ 126,717 bilhões, recuo de 14,7%.

Queda da importação da indústria de transformação

A maior parte da alta do saldo em outubro é explicada pela queda da importação da indústria de transformação.

Houve recuo de US$ 140,67 milhões pela média diária em relação ao mesmo mês do ano passado.

Na indústria extrativa, as compras do exterior encolheram US$ 15,16 milhões.

Ainda ao lado das exportações, o fim da safra de grãos fez as exportações da agropecuária caírem US$ 36,93 milhões pela média diária em relação a outubro do ano passado.

Por outro lado, as vendas da indústria extrativa subiram US$ 14,89 milhões, e as exportações da indústria de transformação, que acumulavam uma longa sequência de quedas, subiram US$ 23,38 milhões na mesma comparação.

Soja, algodão e café

Alguns produtos que puxaram a queda das exportações agropecuárias.

A soja recuou US$ 37,31 milhões no critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado.

O algodão bruto, com retração de US$ 2,91 milhões na mesma comparação.

As vendas de café não torrado, no entanto, saltaram US$ 5,14 milhões pela média diária no último mês.

Minério de ferro e petróleo

Na indústria extrativa, subiram as exportações de minério de ferro. Foi uma alta de US$ 43,52 milhões em relação a outubro do ano passado pela média diária, por consequência do aumento de mais de 40% da demanda como pela alta no preço internacional.

As exportações de óleos brutos de petróleo, no entanto, continuam a cair e encerraram o mês passado com queda de US$ 29,6 milhões.

Nesse caso, a queda deve-se tanto à diminuição do preço internacional como do volume de demanda por causa da pandemia.

Na indústria de transformação, a alta decorreu de produtos considerados semimanufaturados até o fim do ano passado.

Açúcar

Mas passaram a ser classificados como industrializados em respeito às normas internacionais. 

O aumento nas exportações foi puxado pelo açúcar e pelos melaços. Houve alta de US$ 35,36 milhões pela média diária, pelo ouro (US$ 8,31 milhões).

Além disso, o principal produto manufaturado que influenciou a alta foram as aeronaves e seus componentes, com aumento de US$ 4,93 milhões em relação a outubro do ano passado pela média diária.

Depois de meses em queda por causa da crise econômica na Argentina, as exportações de veículos de passageiros subiram US$ 3,21 milhões na mesma comparação.

Meta anual

Por fim, após o saldo da balança comercial ter encerrado 2019 em US$ 48,035 bilhões, o segundo maior resultado positivo da história, o mercado estima menor volume de comércio em 2020, por causa da covid-19.

No entanto, a retração das importações em ritmo maior que a das exportações elevou as projeções de saldo.

Conforme o boletim Focus desta semana, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 58,7 bilhões para este ano.

O Ministério da Economia atualizou a estimativa de saldo positivo para US$ 55 bilhões, com leve queda em relação à estimativa de US$ 55,4 bilhões divulgada em julho.

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