Balança comercial registra superávit de US$ 3,73 bi em novembro

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Tânia Rego/Agência Brasil

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgou nesta terça-feira (01) que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,73 bilhões em novembro. De acordo com os dados divulgados, houve um aumento de 4,7% em relação ao mesmo período em 2019.

O resultado só perde para novembro de 2016, com superávit de US$ 4,75 bilhões. E também de 2018, que teve superávit de US$ 4,08 bilhões. No mês passado, o país vendeu US$ 17,5 bilhões para o exterior. Houve queda de 1,2% pelo critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações, no entanto, caíram mais, somando US$ 13,79 bilhões, redução de 2,6% também pela média diária.

Conforme o resultado do mês passado, a balança comercial acumula superávit de US$ 51,15 bilhões de janeiro a novembro. Esse também é o terceiro melhor resultado da série histórica para o período. Os acumulados de outros períodos são de janeiro a novembro de 2017 (superávit de US$ 61,99 bilhões) e de 2018 (superávit de US$ 51,60 bilhões). 

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Já no acumulado de 2020, as exportações somam US$ 191,678 bilhões. O valor mostra retração de 6,1% na comparação com o mesmo período de 2019, pela média diária. As importações totalizaram US$ 140,518 bilhões, recuo de 13,6% pelo mesmo critério.

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Conforme os dados, a maior parte da alta do saldo em novembro é explicada pelo aumento de 26,93% na média diária de exportações da indústria extrativa. Os maiores destaques são o minério de ferro e o petróleo bruto. Essa elevação compensou o recuo de 21,87% na média diária de vendas da agropecuária para o exterior.

Além disso, com a antecipação de embarques que ocorreu neste ano, as exportações de soja caíram 70% em novembro. O valor vem em comparação com o mesmo mês de 2019, também pelo critério da média diária.

A indústria de transformação exportou 2,92% a menos em novembro pela média diária em relação ao mesmo mês de 2019. Os principais produtos que afetaram a queda foram os combustíveis, com recuo de 35,5%, e aeronaves e componentes, com retração de 44% pela média diária.

Do lado das importações, a queda decorreu principalmente do recuo nas compras de petróleo bruto (-63,7%). Em seguida, de estruturas de ferro e de aço (-49,5%).

Estimativas

O saldo da balança comercial encerrou 2019 em US$ 48,035 bilhões, o segundo maior resultado positivo da história. O mercado estima menor volume de comércio em 2020, por causa da pandemia do novo coronavírus. Entretanto, a retração das importações em ritmo maior que a das exportações elevou as projeções de saldo.

Conforme o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 57,9 bilhões para este ano. O Ministério da Economia estima saldo positivo de US$ 55 bilhões para 2020.