Balança comercial registra US$ 3,67 bi de superávit na parcial de maio

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Facebook

A balança comercial fechou a 2ª semana de maio com superávit de US$ 1,29 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,818 bilhões e importações de US$ 2,528 bilhões.

O resultado positivo fez a parcial do mês também registrar superávit. De acordo com os dados divulgados hoje, o superávit de maio está em R$ 3,676 bilhões – US$ 9,674 bilhões em exportações e US$ 5,998 bilhões em importações.

Segundo os dados do Ministério da Economia, no ano, as exportações totalizam US$ 77,035 bilhões e as importações, US$ 61,559 bilhões.

Isso resulta, até o momento, em um saldo positivo de US$ 15,477 bilhões e corrente de comércio de US$ 138,594 bilhões.

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2020 x 2019

De acordo com o relatório do Governo Federal, quando comparadas as médias de exportações de maio/2019 com maio/2020, há um crescimento de 3,4%.

Enquanto as médias das exportações até a segunda semana de maio deste ano registraram US$ 967,41 milhões, as do mesmo período em 2019 alcançaram US$ 936,02 milhões.

Já em relação às importações, houve uma queda de 11,8% entre os mesmos períodos de 2019 e de 2020: US$ 680,37 milhões contra US$ 599,8 milhões.

Agropecuária em alta

O setor de agropecuária é o grande destaque do relatório da balança comercial.

Ele apontou crescimento de US$ 136,73 milhões (69,9%) no acumulado até a 2ª semana do mês de maio/2020, comparando com igual período do ano anterior.

Já os índices da Indústria Extrativa e da Indústria de Transformação apresentaram queda de US$ 64,01 milhões (32,1%) e US$ 41,04 milhões (7,6%), respectivamente.

No que se refere às importações, o relatório mostrou quedas nas aquisições de produtos agropecuários (4%), Indústria Extrativa (53,5%) e em produtos da Indústria de Transformação (8,5%).

Produtos em queda na importação

O movimento na queda das importações na balança comercial foi puxado por alguns produtos específicos, tanto na agropecuária quanto na Indústria Extrativa e na Indústria de Transformação.

  • Agropecuária: Milho não moído, exceto milho doce (93,1% com queda de US$ 0,90 milhões na média diária);
    Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (42,3% com queda de US$ 0,89 milhões na média diária); Frutas e
    nozes não oleaginosas, frescas ou secas (31,7% com queda de US$ 0,59 milhões na média diária); Látex, borracha
    natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (15,5% com queda de US$ 0,21 milhões na média
    diária) e Tabaco em bruto (37,3% com queda de US$ 0,03 milhões na média diária).
  • Indústria Extrativa: Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (86,9% com queda de US$ 19,54
    milhões na média diária); Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (27,4% com queda de US$ 4,58 milhões na
    média diária); Minérios de cobre e seus concentrados (65,9% com queda de US$ 2,74 milhões na média diária);
    Gás natural, liquefeito ou não (14,0% com queda de US$ 0,82 milhões na média diária) e Fertilizantes brutos
    (exceto adubos) (37,6% com queda de US$ 0,25 milhões na média diária).
  • Indústria de Transformação: Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (63,2% com queda de US$ 32,14 milhões na média diária); Veículos automóveis de passageiros (71,0% com
    queda de US$ 10,26 milhões na média diária); Partes e acessórios dos veículos automotivos (46,9% com queda de
    US$ 9,45 milhões na média diária); Veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais (79,5%
    com queda de US$ 9,38 milhões na média diária) e Geradores elétricos giratórios e suas partes (43,4% com queda
    de US$ 4,76 milhões na média diária).

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