Balança comercial tem superávit em maio; agro sobe 55,6%

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Frauke Feind / Pixabay

O ministério da Economia divulgou nesta segunda-feira (1) o resultado da balança comercial de maio e o saldo foi positivo de US$ 4,548 bilhões, com exportações de US$ 17,940 bilhões e importações de 13,392 bilhões. A corrente de comércio ficou em US$ 31,331 bilhões, com média diária de US$ 1,566 bilhões.

Na comparação com o mês de abril, ambos com 20 dias úteis, houve queda nas exportações (2,03%), aumento nas importações (15,34%), aumento na corrente de comércio (4,71%) e queda no saldo final positivo (32,13%).

Comparando-se com o mês de maio de 2019, que teve 22 dias úteis, as exportações recuaram 4,2%, assim como as importações diminuíram 1,6%. A corrente de comércio caiu 3,1% e o saldo positivo recuou 19,1%.

Agro sobe

Na relação com o mês de maio de 2019, a agropecuária brasileira mostrou-se mais robusta, mesmo com a crise do novo coronavírus tomando o mês inteiro, e levantou a balança comercial.

De um ano para o outro, o setor teve um acréscimo importante de 55,60% nas toneladas exportadas diárias, saindo de 521,655 mil para 811,673 mil por dia em maio de 2020.

Em valor, o acréscimo também foi significativo, de 51,07%, saindo de US$ 4,302 bilhões para US$ 5,909 bilhões, representando 32,94% de tudo o que o país exportou neste mês.

A soja, mais uma vez, foi o produto que puxou as vendas externas. Com acréscimo de 70,43% nas toneladas diárias (de 455,090 mil toneladas/dia para 775,597 toneladas/dia) e 66,18% no valor médio diário (de US$ 154,721 milhões para US$ 257,109 milhões por dia).

No bruto, a soja saiu de uma exportação de US$ 3,403 bilhões em maio de 2019 para US$ 5,142 bilhões em maio de 2020.

Minérios em baixa

A Indústria Extrativa brasileira pegou o caminho inverso em maio de 2020. Com queda de 5,06% na tonelada diária exportada (de 1,623 bilhões para 1,541 bilhões) e valor médio diário de menos 26,51% (de US$ 199,688 milhões para US$ 146,741 milhões), refletiu a queda do cobre e do ferro, além do petróleo.

Juntos, cobre, ferro e óleos brutos de petróleo saíram de uma exportação total de US$ 4,282 bilhões em maio de 2019 para US$ 2,830 bilhões em maio de 2020, uma queda de 33,91%.

Mesmo contando na média diária, já que maio de 2019 teve dois dias úteis a mais, o resultado não é bom, saindo de US$ 194,647 milhões por dia para US$ 141,521 milhões por dia, uma redução de 27,29%.

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Proteína animal avança na pandemia

Com a retomada gradual da economia asiática e contratos fechados anteriormente, a exportação de carnes bovina (alta de 37,23% nas toneladas diárias), carnes de aves (14,78% a mais nas toneladas diárias) e carnes suínas em geral (68,57% a mais nas toneladas diárias exportadas), o Brasil conseguiu impor um crescimento significativo.

Juntando as três proteínas, o acréscimo diário foi de US$ 55,574 milhões para US$ 69,854 milhões, ou 25,69%.

Óleos combustíveis de petróleo, entretanto, tiveram baixa de 39,75% no valor exportado, muito fruto da queda do preço da commodity, saindo de US$ 26,947 milhões diários em maio de 2019 para US$ 16,237 milhões diários em maio de 2020; mesmo aumentando em 48,74% as toneladas diárias dos produtos, saindo de 53,932 mil para 80,221 mil toneladas/dia.

O mesmo acontece com a celulose exportada, que viu uma queda de 23,86% no valor diário exportado, saindo de US$ 38,452 milhões para US$ 29,277 milhões por dia. Em toneladas, houve acréscimo de 8,97%, de 70,370 mil em maio de 2019 para 76,682 mil em maio de 2020.

Aeronaves também seguem recuando nas exportações, refletindo fortemente o caos no setor por causa da pandemia do novo coronavírus.O recuo em maio foi de 94,12% em relação a maio de 2019.

Balança acumulada no ano

O saldo segue positivo para o Brasil, em US$ 16,349 bilhões no acumulado de 2020, com média diária positiva de US$ 160,3 milhões.

As exportações somam até aqui US% 85,301 bilhões em 2020, com média diária de US$ 836,3 milhões, uma queda de 4,5% na comparação com o mesmo período de 2019. As importações são US$ 68,952 bilhões, com média diária de US$ 676,0 milhões, queda de 0,6%.

A corrente de comércio soma US$ 154,253 bilhões, com diária de US$ 1,512 bilhões, o que representa um recuo de 2,8% na comparação com os primeiros 5 meses de 2019.

No comparativo com os 12 meses anteriores (junho de 2018 a maio de 2019 contra junho de 2019 a maio de 2020), as exportações brasileiras recuaram 7,2%. O mesmo ocorreu com as importações, que ficaram com menos 3,8%. A corrente de comércio, assim, também teve queda, de 5,7%.

O saldo continua positivo, de US$ 44,081 bilhões, mas é 18,5% menor que os US$ 54,108 bilhões aferidos no período anterior.